T1 Notícias Facebook Twitter Google Plus Rss

Roberta Tum - Política, Opinião e Notícias do Tocantins

Página Inicial
Notícias
Candidatos apontam fraude em seleção da UFT
Sherlyton.Ribeiro
18/04/2012 08h03min
Candidatos protocolam denúncia no MPE contra resultado de curso da UFT: coordenador diz que critério atendeu edital da UAB
Cerca de nove candidatos que participaram da seleção para ingressar no Curso de Especialização à Distância em Gestão Pública da UFT, protocolaram no MPE denúncia contra Universidade, por suspeita de fraude nos resultados do certame. O coordenador da UFT, Adriano Firmino Araújo, informou, que não houve fraude e que o processo de seleção atendeu aos quesitos do próprio edital estabelecido pela Universidade Aberta do Brasil (UAB), que destina 80% das vagas a servidores públicos municipais e estaduais.
Autor: Dermival Pereira

Candidatos que participaram da seleção para ingressar no Curso de Especialização à Distância em Gestão Pública da Universidade Federal do Tocantins (UFT) protocolaram na última sexta-feira, 13, no Ministério Público Estadual (MPE) denúncia contra a UFT, por suspeita de fraude na seleção de candidatos do curso. Conforme informações passadas pela candidata Cirleide Gama Mendes Araújo, o resultado final publicado pela Universidade, via edital, prejudicou pelo menos nove candidatos da comunidade externa inscritos no certame.

“No edital foram ofertadas 50 vagas para o campus de Palmas, sendo 80% reservado ao servidores públicos e os 20% restantes aos demais candidatos (comunidade externa), da qual eu faço parte. Nos dois primeiros resultados, eu fiquei em terceiro lugar, depois eles retificaram o edital, mesmo não tendo nenhum recurso, e incluíram a comunidade junto com as vagas dos servidores, aí fiquei prejudicada, porque os critérios de avaliação dos servidores são diferentes”, informou.

No edital, segundo informações de Cirleide, os critérios de avaliação dos servidores são diferentes, pois conta diploma, tempo de serviço, cursos de especialização. “Não houve nenhum recurso pedindo mudanças no edital, o que houve foi reclamações de servidores que não alcançaram a média e que quando a modificação aconteceu, eles foram incluídos tomando a vaga de quem não é servidor, pois não há como, nós da comunidade, concorrermos com servidores que tem critérios de avaliação diferente”, afirmou.

A candidata informou também, que o resultado final divulgado pela UFT, em sua opinião, foi desleal porque a retificação feita no último edital, além de ter desclassificado vários candidatos, não foi feito com base em nenhum recurso. “Quando procuramos a UFT para reclamar, eles alegaram que houve um erro no primeiro edital publicado, pois as vagas disponíveis a comunidade externa não deveriam existir, isso não tem o menor nexo, até por que se eu soubesse que ia concorrer com servidores públicos e com critérios diferentes de avaliação, não havia me inscrito no certame”, informou.

UFT responde

O coordenador do Curso de Especialização de Gestão Pública da UFT, Adriano Firmino Araújo, informou que não houve fraude no processo de seleção do certame. Segundo Araújo, o processo atendeu aos quesitos do próprio edital estabelecido pela Universidade Aberta do Brasil (UAB), que destina 80% das vagas a servidores públicos municipais e estaduais.

“O edital já deixa isso claro, que 80% das vagas obrigatoriamente tem que ser destinadas a servidores públicos, mas isso não significa que os outros 5% obrigatoriamente será da comunidade externa. Então se das 50 vagas disponíveis, apenas 35 forem preenchidas por servidores, o edital prever que mais cinco servidores que obtiveram as melhores notas seja substituídos por cinco da comunidade externa que tiverem as notas mais baixas”, declarou.

Ainda segundo o coordenador, não existe cota para a comunidade local. “Se no primeiro resultado passarem 40 servidores, o processo morre ai, por que 80% destinado a eles já foi preenchido, mas isso não significa que os outros 10 candidatos, obrigatoriamente tem que ser da comunidade local, pois outros servidores podem ser incluídos se alcançarem a média”, finalizou.

Tags: curso-de-gestao, denuncia-no-mpe, tocantins, uft

3

 
  Exibir todos comentários (3)
   
Cirleide Mendes - 12:43 AM (on 19/04/2012 (Quinta-Feira)).
Como q eu, classificada na terceira colocação das 10 vagas, perde essa posição e vai p/ lista de espera na posição de no 79? Onde estão os 87 recursos desses candidatos que subiram suas posições a minha frente no resultado final? Haviam 2 listas de c
 
   
Cirleide Mendes - 11:52 PM (on 18/04/2012 (Quarta-Feira)).
Concluindo... A soberania editalícia deve por lei garantir o direito adquirido e a ordem em qualquer processo seletivo, concurso ou licitação. Se, as 10 vagas para demais candidatos, obrigatoriamente não deveria ser para comunidade externa,como disse
 
   
Cirleide Mendes - 11:33 PM (on 18/04/2012 (Quarta-Feira)).
Olá! è impressionante como, quando mais se tenta explicar, mais a UFT se complica... sigam minha linha de raciocinio e tirem suas conclusões... se o edital é soberano e o Sr. Adriano coordenador diz que 80% das vagas ou seja 40 vagas, já são RESERVAD
 
     
© Copyright 2012 - ROBERTATUM.COM.BR. (63) 3224-8117 - contato@robertatum.com.br