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Presos estelionatários que se passavam por fazendeiros para aplicar golpes

O bando procurava as vítimas para comprar ou alugar fazendas e acabavam roubando todo o gado. Os estelionatários foram presos depois da denúncia de um empresário de Brasília que tem fazenda em Cristalândia.
22/08/2012 14:19:55 1.182

A Polícia Civil desarticulou no fim da tarde desta segunda-feira, 20, no município de Cristalândia do Tocantins, a cerca de 140 km de Palmas, uma quadrilha que atuava dando golpes para furtar gado. Quatro homens foram presos em flagrante no momento em que tentavam furtar uma boiada avaliada em mais de R$ 139 mil.

De acordo com a Delegada que coordenou a operação, titular da DP de Cristalândia, Maria Ribeiro Souza Neta, a quadrilha utilizando documentação falsa e por meio de golpe da compra da fazenda, furtava todo o gado das vítimas. 

O bando é acusado de ter cometido crimes semelhantes em Arauá (SE) e em Jandaira (BA). Em um dos furtos foram levados mais de R$ 300 mil em gado.

Foram presos Nelson Luiz da Silva (chefe do bando), Daniel Dantas Santos, Sebastião Xavier de Oliveira e Marcelo Mendes da Silva. Durante interrogatório todos confessaram o crime. Nelson possui mandado de prisão em aberto no Estado do Sergipe pelo mesmo crime, o qual foi cumprido na cidade de Cristalândia.

Durante a operação a Polícia Civil apreendeu dois veículos, um Fiesta, um Sportage LX2 e duas frasqueiras cheias de semijóias.  

Os bandidos foram autuados por formação de quadrilha, falsidade ideológica e tentativa de furto mediante fraude. Todos estão presos na Cadeia Pública de Cristalândia, à disposição da Justiça.

Como a quadrilha agia

O chefe da quadrilha, Nelson, procurou no início do mês de agosto, um empresário de Brasília e fazendeiro da região de Cristalândia alegando ter interesse em arrendar a Fazenda Aliança e adquirir ainda 107 cabeças de gado da raça Tapuã.

No dia 14 de agosto foi acordado o arrendamento da fazenda, entretanto Nelson afirmou que só teria o valor para pagamento do gado no dia 28 de agosto. Desta forma as partes acordaram que a fazenda seria utilizada, mas que o gado não seria mexido e nem remarcado até o seu devido pagamento.