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Edy César

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King Kong em Asunción, um filme para ser visto e lembrado

- Atualizada em
Descrição: Imagem ilustrativa Reprodução

A visceral obra “King Kong em Asunción” é dirigida pelo talentoso cineasta pernambucano Camilo Cavalcante, que também faz as horas como diretor de fotografia e roteirista. Importante lembrar que Cavalcante tem em sua carreira ótimas produções para o cinema como o premiado “A História da Eternidade” e o doc “5 Vezes Chico - O Velho e Sua Gente“.

 

King Kong foi vencedor do Festival de Gramado em 2020, e ficou na geladeira por um ano, até a pandemia dar sinais claros de encolhimento, e hoje está sendo apresentado em dezenas de salas em todo o país, inclusive em Palmas-TO. 

 

O filme é magnificamente protagonizado pelo falecido ator cearense Andrade Junior, que recebeu por este trabalho o prêmio póstumo de melhor ator no Festival de Gramado.  Junior com um potencial absurdo de improvisação construiu um épico personagem chamado O Velho, que em sua jornada de redenção e arrependimento busca algo que o humanize, como o reencontro tardio com sua filha. Certamente King Kong não seria o mesmo sem Andrade Junior.

 

Um grande destaque da obra é a trilha sonora comandada por Shaman Herrera (nem te conheço, mas já te considero pacas), onde podemos ouvir clássicos do cancioneiro latino-americano, além de belíssimas canções compostas pelo próprio Herrera. 

 

O longa é uma mistura Western, Road Movie com umas pitadas de “Crime e Castigo” de Fiódor Dostoiévski, sem contar com as referências ao realismo fantástico latino a lá Garcia Marquéz. 

 

Em suma, o potente e bem amarrado roteiro trata sobre um velho matador de aluguel, que usa a região desértica boliviana do Salar de Uyuni como seu escritório de trabalho, ao mesmo tempo em que é atormentado por fantasmas do passado e pela culpa de uma vida voltada para interromper abruptamente outras vidas. As trilhas entre Bolívia e o Paraguai o levam a uma busca vã por amor e fraternidade nos braços de sua única filha, no entanto os caminhos tortuosos o conduzem para uma explosão de fúria e desolação, como um King Kong perdido no interior de Wall Street. 

 

O filme pode ser visto na Sala Sinhozinho do Cine Cultura, cinema da Fundação Cultural de Palmas.

 

Os ingressos podem ser adquiridos no próprio Cine Cultura, localizado no Espaço Cultural José Gomes Sobrinho, no valor de R$12,00 - inteira e R$6,00 - meia. Vale ressaltar que o cinema funciona de quarta-feira a domingo e sua programação pode ser alterada sem aviso prévio.

 

Para o retorno das atividades, o Cine Cultura passou por vistoria da Vigilância Sanitária, que aprovou as medidas de prevenção à Covid-19 e o Plano de Descontingenciamento apresentado pela Fundação Cultural de Palmas (FCP).

 

 O cinema atende plenamente os decretos Nº 1.971/09/12/2020 e 1.972/14/12/2020, que autorizam o retorno de atividades de entretenimento, como cinema, com a apresentação do Plano de Descontingenciamento do Cine Cultura, bem como com a assinatura do Termo de Concordância para retorno das atividades. Além disso, neste primeiro momento, a ocupação será de somente de 50% da capacidade total.

 

Ficha Técnica:

 

- Direção: Camilo Cavalcante
- Produção Executiva: Carol Vergulino e Neusa Rodrigues
- Direção de Fotografia: Camilo Soares
- Direção de Arte: Diogo Balbino
- Som: Moabe Filho e Pedrinho Moreira
- Montagem: Caio Zatti
- Elenco: Andrade Júnior, Ana Ivanova, Juan Carlos Aduviri, Fernando Teixeira, Maycon Douglas e Georgina Genes
- Roteiro: Camilo Cavalcante
- Trilha Sonora Original: Shaman Herrera
- Desenho de Som: Catarina Apolônio e Gera Vieira
- Trilha Musical: Shaman Herrera

 

Veja aqui o trailer oficial.

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