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Escorpiões amarelos
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Saúde de Palmas alerta para aparecimento de escorpiões amarelos em quadra da Capital

Para evitar possíveis acidentes com escorpiões, a equipe da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses fará, nesta próxima quarta-feira, 4, na Avenida LO-2, na quadra Arne 12, a partir das 8 horas
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Descrição: Escorpião-amarelo é considerado o mais perigosa da América do Sul Divulgação

O aparecimento de escorpiões amarelos na Arne 12 (104 Norte) em junho colocou em alerta a Secretaria de Saúde de Palmas. No último dia 18, a Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ) recebeu uma amostra do escorpião Tityus Serrulatus, que é a espécie considerada mais perigosa. O escorpião-amarelo foi capturado na quadra e, posteriormente, após a realização da atividade de busca ativa no local e proximidades, técnicos da Semus encontraram outro da mesma espécie.

 

Para evitar possíveis acidentes com escorpiões, a equipe da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses fará, nesta próxima quarta-feira, 4, na Avenida LO-2, na quadra Arne 12, a partir das 8 horas, uma ação para alertar os moradores sobre a circulação do escorpião e também uma nova busca ativa.

 

A gerente do UVCZ, a bióloga Betânia Costa explica que, até então, não havia nenhum registro desse animal em Palmas. “A espécie não é nativa da região e pode ter vindo de outros estados do País com caminhões de mudança, madeiras ou cargas de frutas”, observa.

  

De acordo com a bióloga, o escorpião-amarelo possui um veneno mais tóxico e uma picada bastante dolorosa. Ele se alimenta de baratas, aranhas, cupins e encontra abrigo em entulhos, lixo, madeiras e restos de construção. A preocupação maior é com crianças e idosos. “É fundamental que as pessoas mantenham a casa e os terrenos sempre limpos e livres de lixo ou entulho, já que isso pode virar abrigo do animal, além de criadouro do mosquito da dengue”, orienta, acrescentando que essa espécie de escorpião pode se reproduzir sozinha, o que amplia o alerta.

 

A gerente conta que, depois que a Unidade recebeu a informação, biólogos e agentes de endemias foram à quadra para fazer as buscas durante a noite, quando eles saem dos esconderijos à procura de comida.

 

O biólogo da UVCZ, Jorge Luiz, diz que o escorpião não mantém a temperatura do corpo, por isso no verão ele fica mais ativo que no inverno. O especialista alerta que os acidentes acontecem geralmente quando o dia está clareando e o animal precisa encontrar abrigo novamente.

 

Veja algumas dicas importantes de como agir no caso do aparecimento desta espécie de escorpião.

 

- Quando a pessoa for picada precisa procurar imediatamente uma Unidade de Pronto Atendimento;

 

- A melhor maneira de evitar uma infestação é mantendo a limpeza das casas e terrenos, pois, segundo ele, o animal é muito resistente a venenos;

 

- É recomendado que o morador tampe frestas das portas e paredes, mantenha os ralos vedados e inspecione cama, lençóis, travesseiros, roupas e calçados.

 

- Ao encontrar o escorpião não se tente pegá-lo com a mão, chame um técnico da Unidade de Controle de Zoonoses e só, em ultimo caso, capture-o você mesmo, usando luvas de couro, calçados grossos e fechados, calça e camisa de manga comprida.

 

Tityus Serrulatus        

 

Conhecido como escorpião-amarelo, essa espécie é considerada a mais perigosa da América do Sul, sendo endêmica no Brasil, com uma área de distribuição conhecida para os estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Distrito Federal e Goiás, e agora, pela primeira vez, registrada no Tocantins, em Palmas.

 

Os acidentes com Tityus Serrulatus são mais graves que os produzidos por outras espécies de Tityus no Brasil. A dor local, uma constante no escorpionismo, pode ser acompanhada por parestesias. Nos acidentes moderados e graves, observados principalmente em crianças, após intervalo de minutos até poucas horas (duas, três horas), podem surgir manifestações sistêmicas.

 

Confira as principais:

 

Gerais: hipo ou hipertermia e sudorese profusa;

 

Digestivas: náuseas, vômitos, sialorréia e, mais raramente, dor abdominal e diarréia;

 

Cardiovasculares: arritmias cardíacas, hipertensão ou hipotensão arterial, insuficiência cardíaca congestiva e choque;

 

Respiratórias: taquipnéia, dispnéia e edema pulmonar agudo;

 

Neurológicas: agitação, sonolência, confusão mental, hipertonia e tremores.