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Deputado federal Junior Coimbra preside audiência que discute investimento estrangeiro no Brasil

Em audiência presidida pelo vice-presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, deputado federal Júnior Coimbra (PMDB) na terça-feira, 13, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes afirmou que o investime...
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O diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, afirmou nesta terça-feira, em audiência presidida pelo Vice-Presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, deputado federal Júnior Coimbra, que o investimento estrangeiro direto (IED) deve chegar a 70 bilhões de dólares este ano, marca que, se alcançada, representará um recorde histórico para o País. Em 2010, o IED ficou em 48,5 bilhões de dólares. Até julho deste ano, os ingressos somaram 38,5 bilhões de dólares, um crescimento de 161% sobre o mesmo período de 2010.

Coimbra explicou que por determinação legal, todos os investimentos estrangeiros diretos são registrados no Banco Central. Os recursos são injetados em empresas sediadas no País e servem como um termômetro para avaliar a percepção dos agentes externos sobre a economia brasileira. Além disso, o IED ajuda a financiar o balanço de pagamentos.

Mendes esteve na comissão para apresentar aos deputados informações sobre a gestão das reservas internacionais. A afirmação dele foi feita após o deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR) questioná-lo sobre o custo fiscal da manutenção de reservas internacionais em patamares elevados – atualmente em 352,3 bilhões de dólares. Ao entrar no país, o IED é convertido em reais. Para evitar que o aumento da base monetária provoque inflação, o Banco Central vende títulos públicos e retira os reais de circulação.

De acordo com Aldo Mendes, essas operações possuem um custo, mas ele deve ser relativizado diante da ‘blindagem’ fornecida pelas reservas. “Não dá para olhar apenas um lado da equação. O Brasil hoje está blindado para qualquer choque adverso externo. E isso só foi conseguido com o volume de reservas que temos”, afirmou.

Durante a audiência, ele disse que a rentabilidade em dólares das reservas internacionais este ano está retornando ao valor médio verificado entre 2002 e 2010, que foi de 5,2% ao ano. Atualmente, está em 4,9%. Em 2009, no auge da crise financeira, ela caiu para apenas 0,83%. “Temos conseguido rentabilidade com risco baixo” afirmou.

Também questionado pelos deputados, o diretor do BC disse que a autoridade monetária não vê com preocupação a redução do ‘rating’ dos papéis da dívida pública americana. No início de agosto, a agência de riscos Standard & Poors reduziu a classificação de AAA (triple A, no jargão do mercado) para AA+, por suspeitar de eventuais problemas do governo norte-americano em conseguir manter o ritmo de endividamento.

O questionamento dos deputados deve-se ao fato de que a maior parte das reservas está aplicada em títulos do Tesouro norte-americano. “Foi só uma agência que tomou essa decisão. Consideramos AA ainda muito bom. Não se deve atribuir mais importância a esse fato do que ele teve”, avaliou Mendes.

(Com informações da Agência Câmara de Notícias)