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8 de março

Em São Paulo, Kátia Abreu defende papel da mulher na política

Kátia compartilhou experiência de 30 anos de vida pública
- Atualizada em

Mulheres que exercem papel de liderança em diferentes áreas participaram nesta terça-feira (12), em São Paulo, do painel “Liderança Feminina”, promovido pela Abiquim. A senadora do Tocantins, Kátia Abreu, compartilhou a experiência de ser mulher em ambientes com tradicional maioria masculina: agropecuária e política. Com 30 anos de vida política, a parlamentar lembrou o início da trajetória no campo e os desafios que precisou enfrentar para se firmar como uma liderança nas duas áreas.

 

Kátia lembrou que todas as disputas que participou foram acirradas: presidente do sindicato rural de Gurupi, da Federação da Agricultura do Tocantins (Faet), Deputada Federal, Senadora e presidente da CNA. Em todas, a fórmula foi a mesma: foco, estudo e buscar sempre fazer o melhor.

 

“Durmo cinco horas por noite no máximo, tenho obsessão por leitura e por estudar. Isso é reflexo daquela Kátia lá do início, da Fazenda Aliança, que tinha medo de fraquejar. Esse medo do insucesso nos impulsiona a buscar consistência. Em todos lugares que passei fui a primeira no Tocantins. Inclusive a primeira senadora”, contou.

 

A parlamentar lembrou também a passagem pelo Ministério da Agricultura, cargo que assumiu após desempenhar com destaque a presidência da CNA e com conhecimento de causa, já que sustentou a família por anos com o trabalho do campo. Na Câmara dos Deputados, onde entrou na primeira vez como suplente, Kátia também presidiu a Bancada da Agricultura, na época composta por 180 homens. Na eleição seguinte teve 13% dos votos, sendo a deputada federal mais votada do Tocantins e a terceira do Brasil.

 

Ao fim da conversa Kátia falou sobre a realização de trabalhar na vida pública podendo se colocar no lugar das pessoas que precisam da ajuda do Estado e buscar a solução para os problemas da sociedade. A parlamentar também criticou o avanço do corporativismo dentro do Congresso.

 

“De uma democracia representativa e republicana nós estamos virando uma democracia corporativista. Mas as pessoas que mais precisam – pobres, mulheres negras, jovens com problemas com drogas, os desempregados - não tem corporativismo. O papel do político é conhecer a realidade dessas pessoas, se colocar no lugar deles e buscar soluções. Temos que lutar pelos brasileiros como se estivéssemos brigando por nossos filhos e netos. Só assim teremos uma sociedade justa”, afirmou.