Josi defende mais investimentos na Educação Básica

A parlamentar citou a pesquisa que aponta que 70% dos alunos podem terminar o Ensino Médio sem conhecimento básico em português

Pesquisa aponta déficit na conclusão do ensino médio com qualidade
Descrição: Pesquisa aponta déficit na conclusão do ensino médio com qualidade Crédito: André Abrahão

A deputada federal Josi Nunes (PROS/TO) usou a tribuna durante a sessão deliberativa  extraordinária desta quarta-feira, 09, para comentar o levantamento realizado pelo movimento  “Todos Pela Educação” que aponta que em 2029, 7 em cada 10 alunos, ou seja, 70% dos a alunos podem terminar o Ensino Médio sem conhecimento básico em português, e apenas 2% dos alunos devem terminar o Ensino Médio dominando o que é esperado em matemática. “O levantamento revela ainda, que conforme as projeções baseadas em dados da Pesquisa nacional por amostra de domicílio (Pnad/IBGE), 24% dos estudantes podem não completar a Educação Básica até os 19 anos”, acrescentou.

 

 
A parlamentar lembrou o “Dia da Educação” celebrado no último dia 28 de abril.  “No entanto, as estatísticas nos revelam que temos  muito pouco a  comemorar”, completou.

 

 
Segundo as informações do levantamento,  no cenário atual, os dados apontam que  2,5 milhões de crianças e jovens ainda estão fora da escola;  54,7% dos alunos do 3° ano do Ensino Fundamental não estão alfabetizados em leitura;  São apenas 7,3% dos que chegam ao 3º ano do Ensino Médio têm conhecimento esperado em Matemática e   27,5%, em língua portuguesa, sendo que 41,5% dos jovens não conseguem concluir essa etapa até os 19 anos. “Lamentavelmente, essa é a nossa realidade e pode ficar ainda pior caso a educação não se torne uma prioridade em nossa sociedade”, lamentou Josi.


 

Na oportunidade, a parlamentar voltou a defender mais investimentos na Educação Básica.  “Ano passado usei esta tribuna para falar sobre a importância de investimentos na educação básica. Volto a dizer, infelizmente, temos uma educação básica muito precária. Os problemas vão desde a falta de uma boa infraestrutura nas escolas a valorização do educador. Se não mudarmos este olhar  corremos o risco de ter uma década perdida. Os dados apresentados para 2029 não é uma realidade, ainda.  Acredito que podemos tentar mudar o futuro da Educação Básica no Brasil”, finalizou. 

 

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