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No TSE, Dorinha fala sobre a disparidade entre homens e mulheres nos espaços de poder

Dorinha (DEM) participou, no início dessa semana, de evento da Comissão Gestora de Política de Gênero do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reuniu parlamentares da Bancada Feminina.
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A Secretária da Mulher e Líder da Bancada Feminina na Câmara Federal, deputada professora do Dorinha (DEM) participou, no início dessa semana, de evento da Comissão Gestora de Política de Gênero do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reuniu parlamentares da Bancada Feminina e outras mulheres de destaque para discutir mecanismos de avanço na inclusão das mulheres em espaços de poder. A reunião marcou o lançamento do site #ParticipaMulher, que exalta o protagonismo feminino na história da política e da Justiça Eleitoral. 

 

Criada pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber, a Comissão, que é voltada a criar políticas e campanhas educativas que promovam o crescimento do número de mulheres em posição de destaque na sociedade é uma resposta ao trabalho da Secretaria da Mulher na Câmara e às recomendações da Organização dos Estados Americanos (OEA).

 

 Durante o evento, a deputada Dorinha (DEM) enfatizou que encara o trabalho à frente da Secretaria da Mulher com a responsabilidade de “lutar para que não haja retrocesso na participação feminina na política, mas para que mulheres conquistem igualdade nos espaços de poder”.

 

"Infelizmente nós ouvimos de maneira muito constante como se, quase, fosse biológico ou genético mulher não gostar de política. Enfrentamos uma cultura extremamente desigual em relação a nossa presença nesse universo", completou. 

 

Intensa na busca por mecanismos de reação à baixa representatividade da mulher na política brasileira, a parlamentar ressalta que “a presença feminina ainda é pequena no Congresso. A  presença de mulheres negras e indígenas é quase inexistente. Nós estamos preocupadas com as eleições de 2020, queremos ampliar o número de mulheres prefeitas, vice-prefeitas e vereadoras. Essa comissão criada pela ministra vai ter também o caráter informativo, mas o nosso principal objetivo é uma política de enfrentamento e discussão dentro dos partidos para garantir condições reais de disputa eleitoral para mulheres”. 

 

A primeira deputada federal indígena da história do Brasil é Joenia Wapichana, da Rede, eleita em 2018 por Roraima. As parlamentares dessa legislatura que se declaram pretas na Câmara são: Áurea Carolina(PSOL), Benedita da Silva (PT), Rosângela Gomes (Republicanos), Silvia Cristina (PDT) e Talíria Petrone (PSOL). Dentre as 13 mulheres eleitas para o Senado, nenhuma se declara preta ou indígena. 

 

Liderado por Dorinha, o Mulher Democratas Nacional promove seminário em Palmas nessa sexta-feira (6) com o objetivo de encorajar mulheres à disputar cargos eletivos, com foco no processo eleitoral de 2020.