Agrotins 2014 destacará importância da agricultura familiar

2014 foi escolhido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), como o ano internacional da agricultura familiar...

Agricultura familiar é tema da feira este ano
Descrição: Agricultura familiar é tema da feira este ano

A agricultura familiar tem um importante papel socioeconômico, ambiental e cultural. Inclui todas as atividades agrícolas de base familiar e está diretamente ligada ao desenvolvimento rural. Por isso, 2014 foi escolhido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), como o ano internacional da agricultura familiar. E o tema da Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins) deste ano acompanha o mote e todas as atividades na feira serão voltadas para este setor. 

Durante o lançamento oficial da Agrotins, que aconteceu na manhã desta quarta-feira, dia 26, no Palácio Araguaia, o secretário da Agricultura e Pecuária, Júnior Marzola, falou sobre a importância da feira para o setor. “É preciso criar oportunidades para que os produtos da agricultura familiar sejam comercializados de forma justa. O produtor precisa ter acesso às tecnologias, precisa ter crédito facilitado para comprar equipamentos e insumos com melhores preços para produzir com qualidade e com preços que possam ser competitivos no mercado”, explicou o secretário. 

E para fortalecer o trabalho, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), entidade parceira da Agrotins, investirá R$ 1 milhão nas ações que viabilizam cerca de 30 caravanas, além de oferecer uma série de serviços de capacitação ao produtor. “É um grande investimento, porque acreditamos na proposta de oferecer tecnologias e informações ao produtor”, disse a superintendente Márcia Rodrigues, complementando que na edição anterior da Feira, 11 mil pessoas foram capacitadas pelo Sebrae. “O produtor tocantinense não está acomodado, ele busca conhecimento e consequentemente, isso melhora a produção dele”, finalizou.

Atualmente o Tocantins conta com cerca de 50 mil propriedades rurais cadastradas, o que corresponde a uma área de 235 mil hectares. 

A maior parte das propriedades de agricultores familiares cultivam abacaxi, arroz, feijão e mandioca, como é o caso da produtora Edimar Rodrigues Amorim, de Ponte Alta do Tocantins. Ela cultiva mandioca, que é vendida nos comércios locais do município. “Foi uma alegria saber que este ano toda a atenção será voltada especialmente para nós. A minha terra tem apenas dois hectares, mas consigo manter minha família com o plantio. E a cada ano, aprendo coisas novas para aplicar na minha propriedade. Por isso, todos os anos, eu volto. É uma forma de renovar o que já aprendi e conhecer as novidades”, comentou.  

A presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), Miyuki Hyashida, reforçou a contribuição que a Feira faz na vida do produtor. “Tem um importante papel de trazer tecnologias para que a área cultivada seja mais produtiva e que isso traga mais qualidade de vida”, disse.

De acordo com o Diretor de Fomento à Agricultura Familiar da Seagro, Marcelo Gualberto Caldeira, 70% dos alimentos que vai à mesa do brasileiro provém da agricultura familiar. “É essencial sensibilizar governos e sociedade sobre o enfoque das políticas de combate a fome e sobre as melhorias na qualidade de vida das famílias no campo”, falou. 

E o reconhecimento do homem do campo, é algo que o secretário de Política Agrária da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Tocantins (Fetaet) ,Manoel Barbosa Morais, faz questão de reforçar. “Qualidade nós temos, afinal são alimentos 100% livres de agrotóxicos, mas não queremos ficar estacionados, precisamos nos aperfeiçoar. As ações da Agrotins vêm contribuindo ao longo desses 14 anos e esperamos ainda mais”, disse. 

Para a engenheira agrônoma e supervisora da Agricultura Familiar da Seagro, Francisca Marta Barbosa, o momento da Agrotins é fundamental para transferência de conhecimento. “São 30 vitrines e 54 expositores de todas as regiões do Estado que vão representar os indígenas, quilombolas, as mulheres com produtos como o buriti, pequi e mangaba. Tudo isso fortalece a valorização da agricultura familiar”, conta. 

 

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