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Roberta Tum

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roberta.tum.9 @robertatum

Colunista do Editorial Blog da Tum


Pandemia
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Bolsonaro promove aglomeração em Palmas no dia de aniversário: até quando?

- Atualizada em
Descrição: Passagem pelo aeroporto de Palmas ocorreu nesta quinta, 20 Reprodução

Não basta seu Jair, o negacionista da máscara, ter ignorado a oferta de vacinas da Pfizer.

 

Não basta ter atrasado toda aquisição de vacinas achando que o mercado ia correr atrás do Brasil e não o contrário.

 

Não bastaram mais de 400 mil mortes e o anúncio de que teremos uma terceira onda.

 

Precisa passar por Palmas, no dia do aniversário da Capital e promover uma aglomeração desnecessária no Aeroporto Lysias Rodrigues, onde um líder político mais sensato, teria cumprimentado o governador e comitiva, trocado de avião e seguido para o Maranhão.

 

O Maranhão, governado por um líder da estatura de Flávio Dino, que faz a melhor gestão da pandemia. Que não esperou por insumos nem vacinas do governo federal. Que já vacinou 100% dos seus professores.

 

Podia aprender um pouco. Se não de gestão, de espírito público. Que é o que falta, entre outras coisas, ao presidente.

 

O que se viu foi perfil fake convocando bolsonaristas na rede e a mão amiga dos seus líderes  e aliados, impulsionando uma recepção... para provar o que?

 

Bolsonaro venceu as eleições em Palmas. Tem a maioria dos votos da nossa bancada no Congresso.

 

Dia desses, no Jalapão, o governador Mauro Carlesse fez um discurso daqueles, elogiando o presidente por enviar recursos para o combate à pandemia no Tocantins. Obrigação constitucional dele.

 

Qual a necessidade disso? Auto-afirmação?

 

Foram cenas deploráveis. Lamentáveis. E não pelo apoio ao presidente. O regime democrático permite que qualquer um manifeste apoio  quem desejar.

 

O problema é o momento. É a hora. É o enfrentamento da pandemia.

 

Bolsonaro beira à psicopatia social com essa falta de compaixão. Como sempre, desceu sem máscara: ele, seus seguranças, sua comitiva e sua equipe de imprensa.

 

 

Até quando as instituições vão tolerar esse tipo de comportamento?

 

Até quando, Brasil?

 

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