Escolha do desembargador desencadeia nova disputa acirrada na OAB/TO

Crédito: Montagem/T1Notícias

A prerrogativa de indicar seis nomes para a escolha em três etapas - Conselho da Ordem, Tribunal de Justiça de onde sai a lista tríplice que vai para o governador - de um novo desembargador ou desembargadora na vaga do afastado e posteriormente aposentado, Amado Cilton Rosa, jogou a Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Tocantins (OAB/TO) numa nova eleição, pesada e que vem gerando desde já conflitos, rompimentos e muitas articulações. Nem todas republicanas.

 

Enquanto alguns candidatos se mobilizam dentro do conselho para buscar apoio - o que é legítimo e faz parte do processo -, outros tentam atropela de cima para baixo. E há quem se apresente como tendo a outorga do governo para buscar os votos, pois estaria escolhido de cima para baixo.

 

A participação feminina é baixa e quando buscamos nos bastidores os nomes com mais chances de compor a lista sêxtupla, só dois nomes de mulheres aparecem: o da professora Ângela Issa Haonat e o de Verônica Disconzi, que foi diretora da Escola Superior da Advocacia. A primeira debateu o tema da participação feminina numa live no Youtube no último dia 6.

 

Já entre os homens, tem os que foram prejudicados por terem se aliado à candidatura de Ester Nogueira, que perdendo, fez com que os aliados também perdessem força, por gravidade. Nomes de peso na advocacia tocantinense, como o de Juvenal Klayber, não estão se movimentando no cenário de reeleição do presidente Gedeon Pitaluga.

 

Lista combinada, desabafo de Ercílio e impugnações

 

Uma das conversas que mais tem deixado rastilho de pólvora é que haveria uma “lista combinada”, de seis nomes correndo entre os conselheiros, para referendar o voto. Ouvida, uma fonte do conselho reagiu: “isso é conversa fiada. Esse cenário está pior do que eleição partidária. De manhã está de um jeito, de tarde de outro e ainda muda de madrugada”.

 

Mas, que há uma concordância de nomes quando se ouvem os mais diretamente envolvidos na eleição, há.

 

Em ordem alfabética, o primeiro nome que aparece é o do advogado Arthur Oscar Thomaz de Cerqueira, que foi alvo de um pedido de impugnação por ter ocupado a Ouvidoria, que é um cargo de livre nomeação e não dos que foram eleitos, o que as normas vedam. Mas ainda há quem interprete que, como prerrogativas e ouvidoria não estão na lista de exceções, possa haver outra interpretação.

 

O advogado Paulo Roberto da Silva, criminalista que protocolou o pedido de Impeachment de Mauro Carlesse na Ordem, era um dos nomes mais fortes, segundo corre nos bastidores. Com o ato, que segundo corre, fez na intenção de projetar-se, acabou chamuscado. Passa na OAB, mas tem destino incerto no Tribunal, onde a lista será reduzida de seis para três nomes.

 

Com um bom currículo e uma estrada longa na advocacia, também é bem visto o nome do advogado Márcio Gonçalves que ocupou vaga de juiz eleitoral até recentemente. É nome técnico.

 

Também na lista dos nomes mais falados estão os advogados Jadson Cleyton, Marcos Antonio de Souza e Fábio Wazilewski. O procurador Nivair Viera Borges, que vinha sendo citado, perdeu força com o afastamento de Carlesse do governo, além de que haveria um sentimento na Ordem para escolher um advogado de carreira.

 

Por fora, ficaram correndo nomes como o de Ercílio Bezerra, que se alterou na sessão em que Gedeon Pitaluga pediu afastamento e passou o comando para a vice, Janay Garcia. Alterado, Bezerra teria saído falando palavrões e afirmando que foi “fritado da disputa”.

 

Luciano Ayres está com impugnação devido à idade, uma vez que o limite é de 65 anos e ele está com 67. Correm também para entrar na lista o advogado Lucíolo Cunha Gomes, antigo na praça, o advogado Paulo Roberto Paiacam, que integrou a comissão eleitoral nas últimas eleições

 

A reunião está marcada para o próximo dia 17 de dezembro e os conselheiros porventura faltantes ou impedidos serão substituídos na hora da votação pelos suplentes que estejam presentes.

 

A disputa é dura, mas é só uma etapa. Depois, no TJ, são outros quinhentos.

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