Kátia lota feira, junta 57 prefeitos e avisa: “não estou pronta para aposentar”

Com 57 prefeitos presentes, dos mais de 70 que a apoiam, a senadora Kátia Abreu juntou 5 mil pessoas na noite de quinta-feira, 4, no Jardim Aureny I e deu o recado: “não estou pronta para aposentar"

Foto: Divulgação/Ascom Kátia
Descrição: Foto: Divulgação/Ascom Kátia Crédito: Divulgação/Ascom Kátia

Na política nem tudo que parece é.

 

Se quem viu o começo da pré-campanha pudesse desembarcar numa máquina do tempo diretamente na Feira do Jardim Aureny I na noite de ontem, quinta-feira, 4, na convenção do PP, da senadora Kátia Abreu, tomaria um susto enorme.

 

Onde está a Kátia campeã em rejeição? Desapareceu no meio das cerca de 5 mil pessoas presentes.

 

No meio dos 57 prefeitos presentes, que levantaram-se um a um, para dar seus depoimentos e confirmar o apoio.

 

Desapareceu nos corredores dos 60 ônibus que transportaram líderes do PP e aliados. Segundo a organização, 50 foram trazidos a Palmas do interior, espontaneamente, pelos prefeitos apoiadores, sem custo para a senadora. Um presente. Os outros dez foram mobilizados por líderes comunitários em Palmas.

 

“Eu não estou pronta para me aposentar! Estou pronta para trabalhar pelo Tocantins”, bradou ela, de cima do palanque, aplaudida pelos que gostam do seu trabalho e defendem seu nome.

 

Também quem assistiu uma Kátia fragilizada com o anúncio do apoio do filho, senador Irajá, há exatos 30 dias - na Casa 40, ao deputado federal Osires Damaso, sepultando completamente a possibilidade de aliança entre ela e Wanderlei Barbosa - não esperaria esse fortalecimento. Mas, não há nada de súbito nisso. Essa é a Kátia que poucos conhecem, mas muitos se habituaram a ver: a que renasce das próprias cinzas, a que se reinventa, a que busca os apoios que perdeu, persistentemente. A que amplia sua base.

 

“Eu posso não ser mais, mas não sou metade (...) tratarei todas as pessoas com respeito e espero reciprocidade”, disse ela dando o recado de como será sua postura na campanha.

 

Numa versão tupiniquim da Rainha do Fogo, Dayneres Targaryan, da aclamada série da HBO, Game Of Thrones, ela sai incólume do incêndio provocado nos últimos dias e cresce mais. Detalhe: na série, Dayneres queima os guerreiros que a desrespeitaram e começa um novo reinado. Kátia conseguirá a mesma proeza neste cenário da política tocantinense? É o que vamos conferir nos próximos 57 dias.

 

Ao se referir ao fato de não ter candidato a governador (quem a conhece sabe que se apegou a Wanderlei, ao lado de quem esteve desde o primeiro momento), resumiu: “eu posso não ter um candidato a governador, mas tenho um milhão e meio de tocantinenses para trabalhar e vou respeitar o resultado da escolha deles”.

 

O discurso seguiu, lembrando que o Senado da República é uma casa de homens, que existe há 133 anos e, onde 53 senadores conquistaram terceiro mandato, apenas 4 mulheres se reelegeram, e destas apenas uma tem três mandatos. “Quero ser a segunda a obter este resultado”, disse Kátia, e justificou...

 

“Não quero ser melhor que ninguém, mas tem uma coisa que eu tenho muito mais que eles: tenho mais experiência do que eles todos juntos! Sei onde procurar recursos, sei me relacionar no Brasil e fora dele...”

 

Organizada, disciplinada, persistente, o que Kátia Abreu deu ontem foi uma demonstração de força que deixa claro que não há eleição decidida de véspera. Não há espaço para recuo. Não há combinação nem trama de bastidores. 

 

Há uma Kátia determinada a vencer as eleições: “eu sei o caminho das pedras... e não vou entregar barato”.

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