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Roberta Tum

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Colunista do Editorial Blog da Tum


Análise
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Palmas e os problemas que se arrastam numa crise sem fim

A gestão da Capital precisa de reação quanto aos problemas sem solução que vão se acumulando ao longo dos meses, semanas e dias..
- Atualizada em
Edu Fortes

Está faltando reação ao Paço Municipal diante dos problemas sem solução que vão se arrastando e se acumulando ao longo dos meses, semanas e dias.

 

Por mais que a gestão faça - e tem feito muito – o que salta aos olhos é o que falta fazer. Isto é que acaba potencializado, seja pela oposição (feroz), seja pelos aliados que agem com a apatia dos que deveriam/poderiam defender melhor e não o fazem.

 

Talvez por não estarem suficientemente motivados. E não estou falando de dinheiro, porque afinal, nem tudo é dinheiro na relação de base e seu líder, em qualquer equação política.

 

Não é segredo para ninguém que aprovo a maioria das ações da prefeita Cinthia Ribeiro, sua coragem na tomada de decisões difíceis, seu enfrentamento à pandemia. Mas, o governo Cínthia - este para o qual foi eleita em outubro último ano - carece de agilidade na resposta prática aos problemas, carece de articulação política e peca ao deixar aliados desastrosos muito próximos.

 

Pode acabar pagando pelos atos destes, ainda que suas iniciativas não tenham aval direto da prefeita. O fogo amigo (?) que queima dentro da gestão acaba consumindo mais que o fogo inimigo que queima fora.

 

Então, nada como listar os problemas.

 

Primeiro, há meses: o transporte coletivo, prestando um mal serviço à população. Com poucos ônibus e lotados, quando se prega que é preciso fechar os comércios para evitar circulação do vírus. Até quando o palmense terá que suportar isso, se contaminando em coletivos lotados, que a fiscalização não consegue desafogar?

 

O certo é que as empresas não obedeceram aos decretos e seguem com cara de paisagem. A prefeita, por sua vez, nem decide subsidiar, nem chama para si a responsabilidade de assumir o transporte público da Capital, sempre nas mãos dos mesmos grupos, desde que Palmas é Palmas.

 

É preciso tomar decisão. Do jeito que está, não dá para ficar. É isso, ou vamos ficar mais um ano com os ônibus lotados e as pessoas à mercê da terceira onda, da terceira cepa, do caos e da morte por contaminação coletiva do Coronavírus.

 

Segundo, há semanas: sem emprego, com o agravamento da crise, centenas de família estão passando fome, literalmente, na Capital. Onde está o socorro? Orçamento aprovado e implantado, onde estão as cestas básicas para a rede atendida pela assistência social? A fome não espera! Onde está o socorro para as famílias de alunos da rede municipal, cujos filhos têm três refeições ao dia garantidas pela escola, quando tem escola funcionando?

 

Mesmo ajudando quem conseguimos, individualmente, ninguém consegue fazer o que o poder público com seus recursos faz.

 

Terceiro, há dias: o comércio não essencial está fechado. Onde está o apoio aos ambulantes, que vivem da renda que retiram no dia a dia com seus espetinhos, sucos, saladas de fruta, vendendo na rua? Cadê um cadastro dessas pessoas e um socorro? Um vale gás, um auxílio para quem está fechado há três semanas? Cabeleireiros, manicures, autônomos. Nada disso existe.

 

A Palmas que tem gordura para queimar está queimando. A Palmas que vive na marra está morrendo. De Covid, ou de escassez de recursos mínimos.

 

Sei que nem tudo cabe ao município fazer, mas a gestão municipal pode e tem que fazer sua parte.

 

É o mundo real pedindo socorro.

 

Por fim, é preciso ajudar a população que não tem dinheiro para sabonete e papel higiênico, com itens de higiene, limpeza e... Máscaras. O poder público não pode fazer isso? Pode. E deve.

 

A prefeita de Palmas precisa de ajuda, de apoio, mas precisa rapidamente romper a bolha e dar respostas práticas ao povo que clama por ajuda.

 

Quando o domingo de Páscoa passar, com os números melhores que obteve com o sacrifício feito por todos nas últimas semanas, Palmas precisa reabrir.

 

O comércio, de forma escalonada. Os horários de funcionamento não podem ser os mesmos. Os dias podem até ser alternados, mas alguma solução precisa ser dada para que as pessoas possam - com todos os cuidados - cuidar de sobreviver.

 

A crise se acumula quando os problemas não recebem respostas rápidas. O melhor gerenciamento de crise é resolver os problemas e comunicar bem as soluções encontradas. Afinal, comunicação não é o que a gente diz, mas o que o outro escuta e entende.

 

Sigo torcendo pelo sucesso da gestão Cinthia Ribeiro, porque com ela, torço pelo crescimento e fortalecimento da cidade, do seu povo, da sua economia, mas para romper o círculo dos dias difíceis, a prefeita precisa mais do que prorrogar os decretos. Precisa de soluções práticas, criativas e rápidas. O tempo corre contra quem posterga.

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