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Terror em Paris
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Atentados em Paris têm mais de 128 mortos; tocantinenses relatam medo

Tocantinenses de Araguaína e Gurupi gravaram vídeos e publicaram posts em redes sociais relatando o medo na capital francesa
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Descrição: Moradores choram por familiares e amigos Thibault Camus/AP

Fontes policiais francesas afirmaram neste sábado, 14, que os atentados terroristas dessa sexta-feira, 13, à noite, em Paris, na França, causaram pelo menos 128 mortes. Ainda segundo a polícia, há 300 feridos, sendo 80 em estado crítico. Pelo menos 53 pessoas tinham recebido alta ao início da tarde deste sábado. Os hospitais públicos de Paris também receberam 177 casos de "emergência relativa". 

 

Brasileiros de várias regiões do país que vivem atualmente em Paris têm relatado, por meio das redes sociais, o medo e o terror vivenciados após os ataques. Tocantinenses de Araguaína e Gurupi, como Sthefanny Paulinny Frederico e Reijane Moraes gravaram vídeos e publicaram posts em redes sociais contando como está o clima na cidade.

 

Em sua página no Facebook, Sthefanny conta que quase saiu às ruas para assistir um jogo nesta sexta, mas de última hora resolveu ficar em casa. “Obrigada meu Deus por ter me guardado sã e salva em minha casa na noite dessa sexta-feira. A vontade de sair foi enorme, mas por falta de uma boa companhia acabei ficando em casa e dormindo cedo. Dormi angustiada porque eu queria muito ter ido assistir o jogo entre França x Alemanha. Acordei com várias mensagens e ligações de amigos e familiares procurando saber se eu estava bem. Obrigada a todos pelo carinho! Só me resta agradecer, pois meus amigos mais próximos também estão bem, agradecer muito. Que Deus conforte o coração dos familiares e amigos das vítimas. É muita tristeza”.

 

Já a moradora de Gurupi afirmou em vídeo que "o clima está muito tenso, é muito triste, são muitos mortos. Que vocês possam orar por nós, que Deus continue nos livrando de todo mal e que tudo dê certo", diz Reijane.

 

Ataques

Oito terroristas, todos com coletes de explosivos, atacaram sete locais, entre eles uma sala de espetáculos e o estádio nacional, onde ocorria um jogo de futebol entre as seleções de França e da Alemanha. Segundo a polícia, os oito terroristas foram mortos em operações de segurança.

 

A França decretou o estado de emergência e fechou as fronteiras para controlar a saída de entrada de pessoas. O presidente François Hollande classificou os acontecimentos dessa sexta como “ataques terroristas sem precedentes no país”.

 

Estes foram os atentados mais sangrentos na Europa desde os ataques em Madrid, em 2004. "Esta terrível provação (...) sabemos de onde vem, quem são estes criminosos, quem são estes terroristas", afirmou Hollande.

 

Após a declaração do presidente, o  Estado Islâmico assumiu a autoria dos ataques. Em nota, o EI afirmou que a localização dos ataques foi cuidadosamente estudada e que foram empregados oito "combatentes" vestindo coletes suicidas e levando armas automáticas. "Alá (...) lançou o terror contra seu coração", diz a grupo, que chama Paris de "a capital da abominação e da perversão". "Paris tremeu sob seus pés [dos terroristas]". A nota termina com um alerta de que "este não é nada mais do que o começo de uma tempestade e uma advertência para aqueles que queiram meditar e tirar suas conclusões".

 

O Ministério do Interior francês pediu, em comunicado aos parisienses, que se mantenham em casa, e divulgou um número de informações ao público. "As pessoas que se encontrem em casa, em casa de amigos, ou em instalações de trabalho na região parisiense, devem evitar sair, salvo em caso de necessidade absoluta", de acordo com a página do ministério na internet.

 

A prefeitura de Paris já havia feito essa mesma recomendação ainda na noite de ontem, tendo cancelado também várias linhas de metrô, trem e ônibus que levam aos locais que foram foco dos atentados.

 

As autoridades criaram uma plataforma online para reunir testemunhos que possam ajudar nas investigações.

 

(Com informações da EBC e UOL)