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Culpa
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Dirceu critica mídia e Judiciário por condenação

O ex-ministro Chefe da Casa Civil no governo Lula disse que a \"a absolvição está nos autos\" e \"a verdade está do nosso lado\",
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Curitiba - O ex-ministro Chefe da Casa Civil no governo Lula José Dirceu (PT-SP), condenado a mais de dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por causa de seu envolvimento no caso do mensalão, mostrou otimismo ao falar, pela primeira vez no Paraná, sobre uma possível absolvição no caso. Dirceu discursou durante 40 minutos para uma plateia de 150 pessoas na noite de ontem, em um auditório do Sindicato dos Bancários de Curitiba, na capital paranaense, em um evento promovido por grupos ligados ao partido.

 

O ex-ministro criticou duramente a mídia e o Judiciário que o julgou. No final, garantiu que a "a absolvição está nos autos" e "a verdade está do nosso lado", ao reafirmar a tese de que não houve provas para sua condenação. Mesmo assim, ao se despedir, fez menção à sua provável ida para a cadeia. "Não vou abaixar a cabeça, não vou aceitar provocação. Vou continuar lutando em qualquer circunstância. Se eu estiver em regime fechado, como está hoje estabelecido pela sentença que já foi dada, meu caso já terminou, é verdade. Lá dentro eu vou continuar lutando, vocês podem ter certeza".

 

Dirceu chegou ao auditório por uma entrada lateral e evitou falar com a imprensa. Aplaudido de pé em sua chegada, ele foi interrompido mais três vezes por aplausos enquanto discursava. O petista explicou o andamento do processo e disse estar presenciando o "ovo da serpente". "O Poder começa a se deslocar para o outro lado da praça, onde estão o Judiciário e os grupos de comunicação", fazendo alusão a um movimento que, segundo ele, tenta desestruturar os "avanços" do governo. Antes de Dirceu, diversas lideranças e parlamentares, incluindo o deputado federal Zeca Dirceu, seu filho, discursaram. Mário Sokol, da Executiva Nacional do PT, disse que o partido cometeu um erro ao aceitar o jogo político. "O PT errou ao aceitar jogar um jogo de cartas marcadas", afirmou, se referindo à relações do governo com os parlamentares.