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Entrevista
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Kátia sai em defesa de Dilma e diz que Michel Temer não conspira impeachment

Em entrevista à Folha de São Paulo, a ministra Kátia Abreu disse que o impeachment não pode ser por adjetivação, tem que ter substância. Ela também falou que Michel Temer não conspira contra Dilma.
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Descrição: Kátia concede entrevista à Folha de São Paulo Ruy Baron/Folha

Durante entrevista concedida à Folha de São Paulo, nesta segunda-feira, 28, a ministra Kátia Abreu destaca sua relação de proximidade com a presidente Dilma Roussef e quanto ao impeachment disse que "não pode ser com adjetivação, tem que ter substância. Só vejo adjetivação, porque a presidente não gosta do Congresso, porque é impopular, porque briga, etc. A presidente pode ter muitos defeitos, todos temos, mas ninguém nunca ouviu dizer que ela tenha furtado uma caneta BIC. É isso o que me aproxima dela, a sua honestidade”.

 

Kátia Abreu afirma que a deposição de Dilma não vai resolver os problemas da economia e ainda saiu em defesa do presidente do PMDB, Michel Temer. Ela garantiu que ele não conspira para derrubar a presidente. "Eu conheço o Michel o triplo de tempo que eu conheço ela. Ele jamais seria capaz de uma infâmia, de manchar o seu nome. A suspeição disso o deixou muito abatido. Também não quero negar e fazer vista grossa para alguns que se dizem amigos [do vice] que sonhavam com isso. Alguns que estão sem espaço, que têm seus interesses feridos, de certa forma fizeram uma torcida, barulho na imprensa, e isso fez com que alguns pudessem imaginar que o Michel tivesse apoiado. Tenho convicção de que não é verdade".

 

Já quanto à possibilidade de assumir a Casa Civil, ela disse apenas que “não sei de onde isso surgiu nem para onde foi. A presidente nunca tocou nesse assunto comigo”.

 

Para a ministra da Agricultura, basear o impeachment em popularidade é um risco político. "Se fizermos uma pesquisa com os governadores e prefeitos, devido à dificuldade financeira que se encontram, talvez não sobrasse nenhum".

 

Candidatura em 2018

Sobre uma possível candidatura em 2018, para Presidência da República, Kátia Abreu disse que não faz planos a longo prazo e que “já estive pensando muito nesse processo para 2018. É a mesma coisa de você estar voando de avião, sem radar, e o tempo estar nublado, sem visibilidade. Acho 2018 muito distante. Mesmo porque, a minha vida, sempre foi feita muito no curto prazo. Nunca projetei o Ministério da Agricultura quando fiquei viúva. Naquele tempo minha vontade era sair no "Globo Rural", era meu sonho. Entrei no sindicato, fui para política. Agora, Presidência da República, sinceramente, não está na minha meta”.

 

Com informações Folha de São Paulo