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Covid-19
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Contaminação de detentos na cadeia pública de Augustinópolis preocupa autoridades

A Seciju ressalta que todo o aparelhamento do Estado está disponível para o tratamento e cuidados dos infectados com o vírus. Os 132 custodiados em regime fechado e demais servidores já foram testados
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Dos 132 detentos da cadeia pública de Augustinópolis, no Bico do Papagaio, 57 testaram positivo para o novo coronavírus, além de quatro servidores da unidade prisional, segundo informações da Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), por meio de Núcleo de Operações, Prevenção e Controle a Covid-19 e de sua Superintendência de Administração dos Sistemas Penitenciário e Prisional. Todos os positivados estão isolados. 

 

A assessoria da Seciju ressalta que todo o aparelhamento do Estado está disponível para o tratamento e cuidados dos infectados com o vírus. Todos os 132 custodiados em regime fechado e demais servidores já foram testados.

 

Novos testes para servidores e privados de liberdade da unidade prisional estão sendo providenciados pelo Núcleo de Operações, Prevenção e Controle a Covid-19. Os casos positivados continuam em isolamento dos demais apenados, "protegendo aqueles que não contraíram a doença", informa a nota encaminhada à imprensa.

 

O protocolo no caso de presos positivados para Covid-19 é encaminhá-los para ala destinada para quarentena na unidade. Durante este período, eles são acompanhados, diariamente, pela equipe técnica do Sistema Único de Saúde. O período de isolamento é de 21 dias.

 

Sobre os testes e resultados, a Seciju informa que estão acontecendo no "Sistema Penitenciário e Prisional do Tocantins, o quanto antes temos os resultados, ofertamos as informações, quando solicitadas".

 

A Seciju ressalta ainda que desde o início da pandemia uma série de medidas, pautadas nas orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), estão sendo tomadas para evitar a proliferação do novo Coronavírus nas unidades prisionais.

 

Entre as medidas estão a suspensão de visitas às unidades, destinação de celas de isolamento para os novos presos, protocolos de limpeza e higienização do ambiente, uso obrigatório de máscara dentro das unidades, triagem em servidores, prestadores de serviços e representantes do Judiciário que precisem adentrar às unidades prisionais e ainda estabeleceu o contato mínimo entre agentes e reeducandos.

 

"Vale ressaltar também as ações da “Operação Lockdown” na unidade em questão, que já está na sua 4ª fase e que desde sua segunda fase, há mais de 30 dias, não tem recebido  novos presos nesta unidade prisional", conclui a nota.