Palmas, Tocantins -
Operação Jogo Limpo
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Esquema entre ONGs e empresas de esporte teria desviado R$ 7 milhões da Fundesportes

A investigação aponta para uma suposta organização criminosa que atuou na Fundesportes na lavagem de dinheiro por meio de 10 ONGs e empresas fantasmas.
- Atualizada em
Delegacia de Repressão a Crimes contra a Administração Pública realiza coletiva Da redação

Em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira, 26, a Polícia Civil se manifestou a respeito dos resultados da 1ª fase da “Operação Jogo Limpo”. O delegado responsável pelas investigações, Guilherme Rocha Martins, da Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial contra a Administração Pública – DRACMA, contou que um esquema na Fundação Municipal do Esporte e Lazer de Palmas (Fundesportes) pode ter desviado uma quantia que chega a R$ 7 milhões. A Prefeitura, por meio de nota, ressaltou que nenhum servidor do município foi citado nas investigações.

 

A investigação aponta, conforme o delegado, para uma suposta organização criminosa que atuou na Fundesportes na lavagem de dinheiro por meio de ONGs e empresas fantasmas.

 

O delegado explicou que o esquema funcionou em outubro de 2014, no qual 10 entidades venceram licitações da Fundação para a realização de atividades de lazer e esporte no município. Destas entidades, Guilherme garante que nove não existem e que não efetuaram os serviços e matérias contratados.

 

Para o delegado, tudo indica que as empresas e ONGs agiram de má-fé, já que todo o processo licitatório possuía cláusulas muito específicas e que foi finalizado em um prazo de quatro.  Foram firmados 40 contratos com essas entidades.

 

A princípio, o delegando afirma que não há o envolvimento de agentes públicos e do presidente da pasta, à época, o Tenente Cleyton Alen, mas que possivelmente serão convocados para depor.

 

A operação cumpriu 24 mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão de computadores e arquivos no início da manhã em Palmas, Paraíso do Tocantins, Nova Rosalândia, Paranã e Miracema. Guilherme disse que o presidente da Empresa Bambu Produções Eventos, a única que não é fantasma, se encontra foragido.

 

A operação deu início após reivindicação do Ministério Público do Estado (MPE) e inspeções das contas do município pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), entre 2015 e 2016, garante o delegado.

 

Prefeitura reitera que não há participação de agentes públicos

 

Sobre a operação, a Prefeitura de Palmas esclareceu em nota ao T1 Notícias, que “não tem nenhum compromisso com erro e que quando a Fundação Municipal de Esportes percebeu as dificuldades da prestação das contas por parte das entidades conveniadas, ordenou um processo de tomada de contas para corrigir possíveis erros”.

 

Ainda segundo a Prefeitura, “não foi detectada má fé, apenas dificuldade das entidades em prestar contas. A Fundação colocou-se inteiramente à disposição para sanar possíveis falhas. Desde então mudaram-se os mecanismos de conveniar com entidades”.

 

A prefeitura ressaltou ainda que “nenhum servidor da Fundesportes foi preso ou citado na lista dos investigados. A prefeitura de Palmas já prestou informações ao Ministério Publico Estadual e  irá colaborar com as investigações, quando solicitada”.

 

Confirma abaixo  os nomes de envolvidos no esquema que tiveram prisão temporária decretada:

 

Aryane Gomes Leitão

Juarez Barbosa de Sousa Junior

Luciano Godoy de Oliveira

Marcelo Marques de Lima

Simone Mudesto da Silva Maciel Vilanova

James Paulo Maciel Vilanova

Euzebio Resplande Montelo

Cleonice Mudesto da Silva

Norma Silvia Matheus Sparvoli

Jades Alberto Avelino

Rondinely de Souza Oliveira

Rafael Fortaleza Matos Aires do Nascimento

Denir Mauricio Rodrigues da Siqueira

Vagno Cerqueira

Ricardo Antônio Pereira da Costa

Núbia da Silveira Prado

Luiz Carlos Crispoim da Silva

Jucilene Teixeira Bonfim

Gracinei Mota

Charllyngton Fábio da Silva

Abgail da Silva Costa Serpa Freitas

Daniel Henrique Costa Batista

Deusdete da Silva Melo 

João Paulo Rodrigues Souza