Motoristas de Palmas integram boicote nacional contra taxas cobradas pela Uber e 99

Ato organizado por motoristas fará paralisação do uso das plataformas Uber e 99 nesta terça, 23, entre 8h e 11h, em protesto às taxas cobradas pelas empresas sobre o valor de cada corrida

Imagem ilustrativa.
Descrição: Imagem ilustrativa. Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Motoristas autônomos que trabalham com aplicativos de mobilidade urbana como Uber e 99 farão na manhã desta terça-feira, 23, uma paralisação e uma reunião no estacionamento do Espaço Cultural José Gomes Sobrinho, em Palmas. A mobilização parte de motoristas que trabalham na capital e segue um movimento nacional, com atos em capitais como Belo Horizonte, Florianópolis, Rio de Janeiro e São Paulo. 

 

Ao longo de toda a manhã, há a indicação para que os motoristas de todo o país desliguem as plataformas Uber e 99, em protesto às taxas impostas pelas empresas sobre os rendimentos dos motoristas, que variam entre 25% e 35% no valor total da corrida. A paralisação também contesta modalidades mais baratas de viagens, que oferecem descontos ao passageiro, mas não reduzem a taxa cobrada dos motoristas. 

 

João Pedro Aguiar, motorista de aplicativos em Palmas desde 2020, é um dos organizadores da paralisação na capital tocantinense. Ele explica que o movimento tem a intenção de mobilizar a comunidade, sobretudo os motoristas, para que utilizem os aplicativos locais ao invés de recorrer à Uber e 99, que ofertam preços sugestivos ao consumidor, mas prejudiciais aos motoristas. 

 

“É uma paralisação voltada para os motoristas. Uma queda de braço, e aproveitamos para fazer um boicote e ainda incentivar os aplicativos locais”, diz o motorista, ressaltando que o intuito do ato não é paralisar a prestação do serviço, mas deixar de fazer corridas pelas empresas maiores, a fim de mobilizá-las. 

 

João Pedro compara a rentabilidade, para motoristas, entre aplicativos locais e os internacionais. “O Urbano Norte tem uma taxa fixa por mês, de R$ 180, e a Moobley Drive cobra R$ 1,17 por corrida” contou, comprando às taxas de até 35% da Uber e 99. 

 

Outras manifestações estão programadas para as próximas semanas, com o intuito de ampliar a adesão aos aplicativos locais. “Incentivamos os motoristas a não rodar por Uber e 99, e quem puder comparecer na reunião no Espaço Cultural para esclarecermos a situação e criar força, é difícil ter apoio dos aplicativos com a classe desunida”, concluiu o motorista. 

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