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Professores de Presidente Kennedy deflagram greve por tempo indeterminado

Os professores do município de Presidente Kennedy deflagaram greve e Sindicato defende que mobilização é legítima e por tempo indeterminado. A informação é de que há apenas um professor em sala...
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Educadores da rede municipal de Presidente Kennedy deflagraram greve nesta segunda-feira, 28. A categoria reivindica o pagamento do salário de dezembro de 2012, cumprimento da Lei Federal do Piso Salarial do Magistério e repasse do reajuste de 7,97% referente ao ano de 2013, cumprimento do plano de carreira e progressões. Os educadores por diversas vezes tentaram negociar com a atual gestão, porém todas sem sucesso.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins (SINTET) informou que a greve dos professores da rede municipal de Presidente Kennedy é legítima e segue por tempo indeterminado ou até que o prefeito comunique a categoria com uma proposta que atenda as reivindicações dos trabalhadores/as por meios oficiais.

Apesar do Secretário Municipal de Educação de Presidente Kennedy, Ailson Cabral ter informado em entrevista a um site de notícias que os professores estariam em sala de aula, os professores estão sim com suas atividades paralisadas, é o que afirma a professora Luciana Santos. A escola municipal tem mais de trezentos alunos, e apenas uma professora está em sala de aula. Há informação de que nem carro de som os professores puderam usar por proibição da gestão local.

De acordo com a assistente administrativa, Rosângela Sousa, mesmo sendo efetivas, as educadoras estão sendo ameaçadas de terem o ponto cortado ou até mesmo serem exoneradas. “Estamos sendo coagidas, pois ameaçaram de cortar nosso ponto e até de sermos exoneradas, mas precisamos lutar por nossos direitos”, disse Rosângela.

“Não vamos recuar com proposta verbal e continuar nessa embromação”, disse a professora Luciana Santos.

Conforme a Secretária Geral do SINTET em Guaraí, Maria José Eloi de Abreu, o Sintet vai tomar as providências para que as reivindicações dos docentes sejam ouvidas. “Tentaram acabar com o movimento de todas as formas, inclusive por meio de coação, mas vamos trabalhar para que o direito de greve dos professores seja resguardado”, disse Maria José.

O presidente do Sintet, José Roque considera as retaliações um ato primitivo, já que as reivindicações da categoria estão amparadas em lei, e os trabalhadores podem e devem lutar por melhorias e por valorização. “Os docentes estão sim em greve e permanecerão até que sejam atendidas suas reivindicações”, disse José Roque.