Palmas, Tocantins -
Inclusão Social

Projeto Fé e Esperança para deficientes auditivos retoma as atividades em Palmas

O trabalho é voluntário e tem por objetivo fazer a inclusão social entre surdos e ouvintes através do esporte, despertando o interesse da comunidade pelo aprendizado da Língua Brasileira de Sinais
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Time de futsal surdo Novo Horizonte Divulgação

O projeto “Fé e Esperança”, destinado a deficientes auditivos, voltou às atividades no último sábado, 9, na Escola Estadual Novo Horizonte, localizada no Jardim Aureny IV, em Palmas. O trabalho é voluntário e tem por objetivo fazer a inclusão social entre surdos e ouvintes, despertando o interesse de todos pelo aprendizado da Língua Brasileira de Sinais como meio de comunicação. A interação acontece através do esporte.

 

As atividades do projeto Fé e Esperança funcionam uma vez por semana, sendo aos sábados, das 16h às 18h30. Entre os esportes utilizados como forma de interação, estão o futsal, o tênis de mesa, o xadrez e outras modalidades esportivas. Toda comunidade pode participar e não há necessidade de cadastro. Existe apenas uma lista de frequência para controle das pessoas presentes.

 

O projeto Fé e Esperança existe desde 2014 e foi idealizado pelo Professor Francisco da Paz de Carvalho Tavares, ex-docente em Matemática e Libras na Escola Estadual Novo Horizonte. Para o professor, a importância do trabalho realizado na comunidade é difundir o sistema de comunicação utilizado pelas comunidades surdas para que eles se sintam incluídos, como garante a lei nº 10.436, de 24 de abril  de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais.

 

“Os surdos têm uma grande dificuldade de se comunicar. Eles se sentem desprezados. Se sentem abandonados. Eu fico muito feliz de fazer esse trabalho e acho fantástico fazer essa interação entre surdos e ouvintes. É a inclusão social acontecendo de uma maneira bem agradável através do esporte”, afirma.

 

Ao longo dos cinco anos de existência, muitos deficientes auditivos foram beneficiados com o projeto de inclusão social. Um deles é o Marcos Roberto, de 32 anos. Sua mãe Cláudia Aparecida conta que seu filho participa das atividades desenvolvidas na escola desde a implantação do projeto.

 

“A gente participa desde o comecinho, quando o projeto iniciou lá na escola. Ele fica mais calmo, eu acho muito bom. No sábado ele levanta cedinho, ansioso para ir logo pro jogo. A inclusão entre ele e os ouvintes é muito boa”, conta.

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