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Feminicídio em Araguaína
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Suspeito de matar cabeleireira por ciúmes e esconder corpo da vítima vai a júri

O réu, que está preso desde outubro de 2016 na Casa de Prisão Provisória de Araguaína, confessou à polícia que cometeu o crime no dia 14 de julho do mesmo ano
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Descrição: Marido matou a esposa e escondeu o corpo da vítima Fotomontagem T1/Fernando Almeida

Está marcado para o próximo dia 19 de março, em Araguaína, o julgamento do réu Aldenir Alves Teixeira, acusado de ter assassinado e ocultado o corpo de sua esposa, a cabeleireira Edilene Oliveira da Silva, de 30 anos, em 2016. O júri popular acontecerá às 8h, na sede da OAB em Araguaína.

 

O réu, que está preso desde outubro de 2016 na Casa de Prisão Provisória de Araguaína, confessou à polícia que cometeu o crime no dia 14 de julho do mesmo ano. Ele foi indiciado pela Polícia Civil e responderá pelo crime de feminicídio.

 

As investigações da polícia apontaram que Aldenir matou Edilene com um golpe “mata leão”, durante uma briga do casal, motivada por ciúmes e escondeu o corpo da vítima em um setor de chácaras da cidade.

 

Familiares e amigos de Edilene estranharam o desaparecimento da cabeleireira e acionaram a polícia. Na época, Aldenir registrou um boletim de ocorrência somente 15 dias após o desaparecimento de Edilene. Ao ser ouvido na delegacia ele tentou despistar a investigação apontando que a esposa havia deixado ele e os dois filhos e fugido para outra cidade.  

 

Após a quebra do sigilo telefônico, a polícia desvendou o caso e conseguiu desmentir a versão apresentada pelo suspeito, que confessou o crime e levou o delegado até o local onde havia enterrado o corpo de Edilene. A vítima foi encontrada em uma cova rasa, enrolada em um colchão plástico, em avançado estado de decomposição.