Palmas, Tocantins -
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Taxa de R$100 cobrada na Ilha do Canela a flutuantes é alvo de representação no MPF

Ainda segundo o denunciante, o dona da lha estaria ameaçando os barqueiros e teria contratado seguranças armados para o local.
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Da web

No último dia 25 de julho, um dono de embarcações (flutuantes) que faz passeios no lago de Palmas, entrou com uma representação junto ao Ministério Público Federal (MPF) contra a taxa de R$100,00 que está sendo cobrada dos barqueiros para que eles possam fazer parada na Ilha do Canela. A Ilha pertence a União e é explorada em regime de concessão pública. 

 

De acordo com o denunciante, Aurismar Cavalcante, o dono da Ilha aplicou a taxa como uma maneira de inviabilizar a ida das embarcações até a porção de terra. A taxa é aplicada mesmo que o flutuante vá buscar apenas um passageiro. Ainda segundo Aurismar, além da taxa, o concessionário da Ilha estaria ameaçando os barqueiros e teria contratado seguranças armados para o local.

 

Aurismar chegou a registrar também um Boletim de Ocorrência, em uma delegacia de Palmas, alegando ter sido abordado pelo subgerente da Ilha, em tom ameaçador. O homem informou a Aurismar que ele não poderia fazer parada na Ilha mesmo que pagasse a taxa de R$100, pois as embarcações estariam prejudicando a Ilha.

 

Ao T1 Notícias, a Capitania Fluvial do Araguaia-Tocantins (Marinha) informou que não interfere diretamente nessa questão por se tratar de uma propriedade da união e que sua responsabilidade é de fazer a segurança marítima e impedir ações de poluição das águas.

 

Em nota ao Portal, a Planet Empreendimentos lamentou o incidente nas dependências de sua propriedade, na Ilha do Canela.

 

“O indivíduo identificado como sendo a pessoa de Aurismar Cavalcante (...) disse ser proprietário de um flutuante, o qual, após se recusar a pagar o valor de acesso, ingresso e uso da propriedade particular, agrediu covardemente o colaborador Wallisson Rego com um facão, juntamente com o piloto de sua embarcação e uma outra pessoa armada, causando-lhe lesões corporais e ameaça de morte, o que ensejou o registro do Boletim de Ocorrência nº (...) e a realização do Exame de Corpo Delito na vítima, visando apurar a responsabilidade criminal dos agressores”, informou Denise Xavier Araújo Adriano, representante da empresa.