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Higino J. Piti

Higino J. Piti

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A sustentabilidade de recursos ambientais e os pequenos negócios

- Atualizada em

O agravamento das mudanças climáticas em função da degradação do meio ambiente pelo homem e os seus reflexos negativos fortemente manifestados pela utilização de recursos naturais, levam a um novo pensar e reposicionamento de atitudes de algumas empresas na sua alocação para a produção de bens e serviços.

 

O uso de forma inadequada dos recursos naturais pelas empresas faz com que a imagem destas organizações, face ao mercado, ressoem de modo proibitivo e, em alguns casos, produzindo visivelmente um conjunto de valores que acaba de certa forma manchando substancialmente as unidades produtivas. A preocupação decorrente desse fator produziu ao longo dos últimos anos certo grau de preocupação que direta ou indiretamente tem uma poderosa vinculação com as imagens das empresas, que acabaram repercutindo expressivamente em seus ativos financeiros, recursos humanos, material logístico, dentre outros.

 

Assim sendo, algumas organizações empresariais, vem sobremaneira, contribuindo com medidas voltadas para mitigar os danos ao meio ambiente, que tem sido observado no planeta. E, também adotar novas formas de convivências com a natureza. Nessa linha de raciocínio, o nosso Sebrae (Tocantins), sendo uma unidade integrante de um Sistema, mesmo não adotando em suas ações práticas que impactam sobremaneira a degradação de recursos naturais e da biodiversidade, tem se destacado como uma das empresas de vanguarda no Sistema, no trato de questões relacionadas a Sustentabilidade.

 

A nossa instituição, entende da importância que se deve dar a questão e para tanto tem adotado uma gestão sustentável, baseado no triple bottom line, com práticas ambientalmente corretas, socialmente justas e economicamente viáveis, dentre as quais destacam os eixos dos Programas Sebrae Social e Sebrae Ambiental, a saber: Recicla Sebrae, Programa Sebrae de Voluntariado, Colaborador Consciente, dentre outros. Ou seja, conjunto de ações sociais e ambientalmente criativas, desenvolvidas pela empresa, no âmbito estadual com olhar prioritário para Resíduos Sólidos, Eco eficiência, Acessibilidade, Eco Eventos, Resíduos Não Inertes e Desenvolvimento Social.

 

Não se pode negar os avanços registrados pela empresa sobre essas questões no Estado do Tocantins. A crescente conscientização de seus colaboradores, em torno do assunto, fez com que essa componente venha ganhar cada vez mais força no surgimento de ideias novas, transformadas em projetos, à luz do interesse do Sebrae para o desenvolvimento de sustentabilidade empresarial e preservação do meio ambiente no Tocantins.

 

A Conferência sobre mudança climática recém-realizada em Paris, com a participação de quase todas as nações do planeta reporta a importância do esforço que os países vêm buscando para um compromisso de atuação conjunta a fim de reduzir os problemas do eco sistema. Os esforços para o alcance dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e as 169 metas para o ano 2030, passa a se constituir num desafio, não só para os signatários do Acordo, como também para todas as empresas, as organizações e a sociedade em particular.   

 

Dos objetivos propostos, alguns tem muito haver com a missão que o Sebrae defende como a sua principal bandeira para a criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento de pequenos negócios, sobretudo os expostos, no sétimo, no oitavo e no nono, que representam, respectivamente: (I) garantir o acesso a energia barata, (II) promover o crescimento econômico sustentado, e (III) construir infraestrutura de qualidade, confiável, sustentável e resiliente. 

 

Este último chama atenção pela importância e o valor presente na produção de riqueza de um país. Enfatiza de forma expressiva o aumento significativo da participação deste setor da atividade econômica na formação do produto interno bruto. Outra premissa decorrente desta última é a de aumentar e facilitar o crédito para as pequenas atividades industriais, de tal modo que possa promover sua integração em cadeia de valor e mercado.

 

Nesse sentido, consciente do seu papel, o Sebrae em 2015 realizou o 1° Congresso De Sustentabilidade do Estado, um dos maiores do Norte do País, trazendo palestrantes como Prof. Clóvis de Barros Filho e a Monja Cohen, que discutiram o Tema: Como Crescer e Prosperar na Era dos Limites.  Já no início deste ano, o Seminário sobre Sustentabilidade realizado no dia 3 de fevereiro, em Palmas, com participação especial, do representante da ONU no Brasil, mensura o quão importante é o assunto para todas as instituições parceiras envolvidas, Fiet, Faet, Fecomércio, Faciet, o Governo do Tocantins e outras.

 

Sair na dianteira, para tratar da matéria, em nível do Sistema, o Sebrae Tocantins, mostrou mais uma vez a preocupação de que a exploração dos recursos naturais (limitados) para produzir bens e serviços com finalidade de saciar os desejos (ilimitados) do homem, merece uma agenda estratégica para estabelecer discussão dentre as empresas, instituições, e com a efetiva participação dos órgãos ambientais do Governo do Estado.   

 

Encerro lembrando, que nunca é demais ressaltar que as ações empresariais no mundo moderno e globalizado que vivemos, suas sobrevivências irão, doravante, sem sombra de dúvidas, depender não somente das decisões economicamente lucrativas das organizações, mas também de atitudes sustentáveis, no uso correto de recursos naturais extraídos do meio ambiente e de iniciativas socialmente justas para com a sociedade.

 

Higino J. Piti é professor da Universidade Federal do Tocantins e diretor técnico do Sebrae/TO.

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