Palmas, Tocantins -
Divaldo Rezende

Divaldo Rezende

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COP 23

As propostas brasileiras que ainda são só intenções, contrastam com propostas reais

- Atualizada em
Divaldo Rezende está na COP 23 Divulgação

Os negociadores brasileiros na COP23 carregam três caminhos narrativos para mostrar que o país está no rumo do cumprimento das promessas de redução de emissão de gases de efeito estufa, feitas para o Acordo de Paris: os planos RenovaBio e Planaveg e o anúncio recente de redução do desmatamento da Amazônia.

 

Entretanto, o artigo do Valor na última semana informa que os dois planos repousam na Casa Civil. O RenovaBio pretende aumentar a participação do etanol no mix de combustíveis para veículos leves. Foi desenhado pelos ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente, em conjunto com o setor, mas sofreu questionamentos dos ministérios do Planejamento e da Fazenda, para os quais a proposta seria inflacionária e beneficiaria um setor às custas da sociedade.

 

Já o Planaveg quer atrair investimentos para a recuperação de 12,5 milhões de hectares de vegetação nativa em 20 anos. A portaria interministerial que o cria já foi assinada pelos ministérios do meio ambiente, educação e agricultura e, no momento, repousa na Casa Civil.

 

Por fim, o desmatamento. Bem, seu combate apresentou recentemente algum resultado, embora longe de empolgante, 16% de redução.

 

No outro lado dos governos, agora os municipais, hoje foi dia das discussões coordenadas pelo ICLEI cidades sustentáveis; diversas cidades demonstraram avanços significativos como a exemplo de Rosário, na Argentina, onde todo o transporte público é feito com ônibus elétricos, ou Buenos Aires, que promoveu toda a troca de iluminação pública com lâmpadas leds, de alta eficiência e baixa emissão. Palmas também foi citada com sua experiência no programa Palmas Solar e com a nova implantação de uma unidade geradora do município de 8 MW que atendera todo o poder público do município. Estes exemplos reforçam a necessidade de agirmos localmente influenciando globalmente. Qualquer cidadão pode contribuir para as questões climáticas e para o planeta. Basta querer! Atitudes simples podem fazer a diferença.

 

Divaldo Rezende é Engenheiro Agrônomo graduado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA, 1986), Mestre em Politicas Ambientais e Recursos Rurais pela Universidade de Londres- (Wye College, 1996) e Doutor em Biologia pela Universidade de Aveiro- Portugal (2009), onde fez também o seu pos doc  Em Ativos Ambientais  Atualmente é Vice presidente e Diretor Executivo do Instituto EcologicaI www.ecologica.org.br, coordena as atividades da área de estratégia e soluções bem como dirige as diversas atividades as demais áreas de atuação do Instituto.