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Sônia Maria dos Santos Araújo

Sônia Maria dos Santos Araújo

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Cyberbullying: palavras e imagens que fazem sofrer!

- Atualizada em

Quando falamos de cyberbullying (o bullying digital) estamos falando de comunicação, dessa facilidade e velocidade com que as informações giram na internet. Internet essa que possui dois principais papéis: um que é de lazer, entretenimento e outro, a formação de indivíduos. Ao interligar pessoas de qualquer parte do mundo, ou seja, unir diferentes culturas, entenda-se valores e formas de viver de determinado povo, ela atua como um agente educador da vida humana.

Mas apesar do uso da tecnologia proporcionar direta ou indiretamente, o desenvolvimento social e cultural pode-se perceber que paralelamente a esse avanço, surgem indivíduos despreparados para a vida e que irão usá-lo de maneira equivocada, irão usá-lo para praticar atos danosos ao semelhante.

O cyberbullying geralmente inicia com um e-mail ameaçador, um boato nas redes sociais até chegar a uma perseguição que ultrapassa o mundo dos teclados e vai para o universo físico. Com formas e conteúdos diversos nas suas mensagens, trabalha de maneira ininterrupta, independente de horários, finais de semana ou feriados e sempre com o objetivo de desestabilizar a vítima ou fazer novas vítimas.  

Seus participantes são o autor: aquele adolescente que inicia e participa ativamente da agressão; a vítima: é quem sofre essa agressão e o espectador: quem presencia tudo que está acontecendo.

Tempos atrás as pessoas eram conhecidas somente no ambiente familiar, nas escolas e naqueles locais mais frequentados por elas, mas para o resto do mundo eram anônimas. Assim os acontecimentos ficavam restritos ao local e às pessoas ali presentes. Se um adolescente escrevesse nas paredes da escola, algo a respeito de outro, poderia causar risos, comentários ou mesmo agressão física, mas tudo ficava entre eles.

Hoje é diferente porque a internet e as redes sociais conseguem em questão de milésimos de segundos, contatar com o mundo qualquer tipo de informação, independente se ela é ou não verdadeira. Tudo isso porque lançam mão da imagem, um recurso muito forte principalmente no meio adolescente, pois são mentes que ainda estão em formação.

O problema é que a maioria dos adolescentes (talvez muito empolgados com tudo que a internet possa oferecer), mesmo fazendo uso constantes das mídias eletrônicas, não possuem ideia dessa dimensão de perigo e pensam que a internet é uma extensão da escola e que somente os amigos irão ver as mensagens ou fotos divulgadas. Essa crença associada a falta de noção do perigo tem levado muitos jovens a viverem situações difíceis e de muito sofrimento.

É preciso lembrar que a internet é um espaço público de convivência, onde pessoas conhecidas ou não estão interligadas em tempo real e por ser um espaço público, pode ser usado por pessoas bem ou mal intencionadas. Isso nos leva a concluir que o adolescente de hoje, não está seguro somente porque dentro de quatro paredes e junto à família, pois a internet levou para dentro dos lares os perigos, medos e sofrimentos existentes no mundo virtual. 

 

Sônia Maria dos Santos Araújo é graduada em Biblioteconomia, Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas e Mestre em Ciências da Educação com o tema Cyberbullying. 

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