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Severiano Costandrade

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Educação
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Por que a educação nos preocupa tanto?

Enquanto sociedade, não podemos aceitar que os processos de ensino e aprendizagem sejam negligenciados. É um dever cidadão participar das discussões sobre como melhorar nossas escolas.
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Descrição: Imagem ilustrativa Reprodução/CES/JF

Uma história bem conhecida é que, no Japão, apenas os professores não são compelidos a se curvar diante do Imperador, mas um detalhe, que não deve ser olvidado, é que os docentes daquele país fazem questão de prestar as suas homenagens ao líder da nação, tanto por respeito, quanto pelo compromisso de repassar as tradições às futuras gerações.

 

O fato é que nenhum país conseguiu se desenvolver sem um projeto robusto de educação. A própria sociedade internacional tem como paradigma de melhoria os objetivos de desenvolvimento do milênio (ODSs), que são um conjunto de ações que devem ser tomadas por todos os membros das Organizações Unidas, para que os países avancem em seu desenvolvimento sustentável.

 

Porém, como todos percebem, as ODSs somente serão alcançados caso haja um projeto inclusivo de acesso e permanência no ambiente escolar, porque conforme sintetizou o estadista Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.

 

Enquanto sociedade, não podemos aceitar que os processos de ensino e aprendizagem sejam negligenciados. É um dever cidadão participar das discussões sobre como melhorar nossas escolas, principalmente as públicas, que recepcionam a maioria de nossos estudantes.

 

Por expressa previsão da Constituição Cidadã, consolidou-se a concepção de que a educação é um direito social fundamental, que deve ser proporcionado a todos, sobretudo aos jovens e crianças. O Brasil precisa, urgentemente, reforçar os instrumentos de acesso à educação, porque essa é chave para a mudança que esperamos para o nosso futuro.

 

Neste ano, por causa da Covid-19, o acesso à educação está sendo duramente desafiado. O novo coronavírus provoca educadores e gestores públicos para o cumprimento eficiente de suas missões institucionais. A bem da verdade, essa não é uma tarefa fácil! Mas precisa ser cumprida, porquanto, se falharmos, o futuro poderá estar ainda mais comprometido.

 

Neste tocante, a utilização de metodologias, que proporcionem condições para que os professores ensinem e os estudantes assimilem os conteúdos, está no topo das preocupações de todas as instituições republicanas.

 

O Tribunal de Contas até elaborou e enviou uma proposta abrangente para o Conselho Estadual de Educação e Gestores Municipais, indicando caminhos e colocando-se ao lado das necessidades dos gestores, docentes e discentes.

 

Várias preocupações rondam as cabeças e os corações de nós, que somos pais de alunos: como será a volta às aulas? Os estudantes serão prejudicados? Haverá efetividade no processo educativo? Os alunos realmente aprenderão as suas lições?

 

A resposta para esta empreitada é complexa e conecta-se com a responsabilidade esperada dos gestores educacionais de não se precipitarem, mas também de não negligenciarem a volta às aulas; tomando o máximo de cuidados possíveis para que o ambiente escolar seja seguro.

 

O planejamento da volta às aulas é uma tarefa que deve ser tomada como prioridade quase absoluta, envolvendo no processo decisório instituições, profissionais e a sociedade em geral. Não há um modelo que se aplique integralmente às diferentes realidades do Tocantins, mas há princípios que podem ser seguidos, entre eles, a segurança e efetividade. Por fim, a tarefa é árdua, mas tenho a sensação que neste momento aflorará o melhor do que temos dentro de nós.

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