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Luciano Coelho

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Reflexões sobre a Educação de Palmas

Em artigo Luciano Coelho discute a implantação do PCCR dos trabalhadores municipais da área de educação...
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Caros colegas, integrante do quadro da educação desde o ano de 2005, tive a oportunidade de acompanhar o crescimento desta categoria nestes últimos anos, desde a implantação do PCCR e o seu cumprimento no ano de 2013. Os avanços foram significativos, mas quando se trata de respeito ao pagamento dos direitos trabalhistas constantes no PCCR, sem duvida neste primeiro ano de governo Carlos Amastha, o salto foi muito significativo.

Para os Administrativos e professores o impacto do aumento em 2013 incluindo as progressões: vertical, horizontal, titularidades biênios, anuênios e quinquênios, GRC e mais os 10% de reajuste, tiveram os seguintes índices:

AAE: Média 25,73%                Salario Antes R$ 657,31

Salario esta variando entre R$ 885,13 a R$ 1.699,66

ATAE: Média 27,62%               Salario Antes R$ 704,28

Salario esta variando entre R$ 1.597,01 a R$ 2.124,60

ATE: Média 21%                      Salario Antes: 984,10

Salario variando entre 1.190,76 a 1.899,99

TAE: Média 38,04%                 Salario Antes R$ 880,06

Salario variando entre R$ 1.026,15 a R$ 4.560,20

P-I: Média 23,16%                    Salario Antes R$ 1.919,38

Salario variando entre R$ 2.257,42 a R$ 5.585,42

P-II: Média 27,19%                   Salario Antes R$ 2.838,11

Salario variando entre 4.560,20 a 5.585,42

PAA: Média 14,88%                 Salario Antes R$ 3.712,19

Salario variando entre R$ 3.838,01 a R$ 4.451,01

PAB: Média 17,16%                 Salario Antes R$ 4.303,32

Salario variando entre R$ 4.595,49 a R$ 4598,49

PAD: Média 18,61%                 Salario Antes R$ 4.002,25

Salario variando 4.144,00

PAD:14,61%                           Salario Antes R$ 3.588,13

Salario variando entre R$ 4.008,16 a R$ 4.598,49

 

Passei estes dois dias analisando os números e cheguei a esta conclusão que a categoria tem que dar todos os votos de confiança a esta gestão. Foi nesta gestão que tivemos casos de aumento de 71% fora a progressão vertical. Talvez este colega seja um dos que esteja utilizando das redes sociais pedindo greve, acusando erroneamente o governo de não cumprir com a palavra. Quem não cumpriu com a palavra foi a gestão anterior e seus dois secretários de educação que não compraram a briga para fazer valer o nosso Plano de Carreira, que apesar de ter sido implantado, não vinha sendo respeitado. Esta gestão tem falhas, mas na educação no que diz respeito a salario, vem cumprindo com suas obrigações.

O governo fez a proposta de 8,32% para professores, Adm e ASG pode ter uma variação na casa dos 8,89% pois sua data base é maio e já começa a pagar as 24 parcelas do acordo de 2013 na folha do dia 30 de janeiro que esta variando entre parcelas de R$ 5,00 as R$ 1,090,00

Agora vamos fazer outra analise somos bons para cobrar, nosso sindicato tem feito um excelente trabalho na pessoa dos seus dois presidentes José Roque e Joelson Pereira, junto com sua atual diretoria tem sido muito equilibrado na mesa de negociações. Agora tem aqueles que querem chegar ao poder do SINTET a todo custo e fica tentando inflamar a categoria com greve. Qual o seu real objetivo, com paralização, beneficiar a categoria ou a si proprio em ano eleitoral, principalmente do SINTET? Falar que foi aprovado em assembleia que o mínimo para categoria para 2014 seria de 14% é uma inverdade, pois na ultima assembleia no qual decidiu que não teria paralização, o que foi decidido foi o índice do custo aluno, que o Governo do PT propagou para todos Brasil afora que seria de 19% e hoje se estabeleceu míseros 13%.

Colegas, o legislador ao legislar o nosso PCCR, foi imediatista, juntamente com a comissão pensaram apenas no agora, quando esqueceram que temos que ser valorizados é no decorrer da nossa carreira, quanto mais tempo de serviço temos, maior tem que ser nossa valorização no que diz respeito a progressão horizontal, e esta tabela atual faz ao contrario. Precisamos negociar com o governo e este já sinalizou positivamente em rever o Plano de carreira, principalmente a tabela horizontal, ali podemos garantir uma aposentadoria digna, esta tem que ser nossa bandeira de luta daqui pra frente.

Outra situação que me deixa incomodado é que determinadas escolas tiveram um índice muito grande de reprovação, sendo que turmas de 38 alunos, 20 reprovaram! Onde esta a falha? Somente no aluno ou na família? Na gestão da escola? Ou também esta em nós professores que sabemos cobrar muito bem nossos direitos, mas não cumprimos nossas obrigações quando necessárias para uma boa aprendizagem do nosso aluno? Me desculpem os que pensam ao contrario, mas a minha concepção em relação a índices muito grande de reprovação, esta ligado a duas questões: falta de gestão na escola e falta de comprometimento do professor em sala de aula.

No mais vamos analisar o que ganhávamos e que ganhamos hoje! Vamos analisar o que significa o índice do governo e o que podemos propor para negociações futuras, agora falar em paralização neste contexto totalmente favorável ao governo, é querer fazer de nós educadores massa de manobra para uma disputa de egos dentro de uma classe que hoje esta muito fortalecida e que se embarcarmos nesta podemos ter prejuízos incalculáveis no futuro.

 

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