Palmas, Tocantins -

Agrotins 2017 - O que ficou

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17ª Agrotins
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Cachaça de alambique genuinamente tocantinense Dama dos Azuis é destaque na Agrotins

Centenas de pessoas visitaram o estande da cachaça Dama dos Azuis na 17º edição da Agrotins produzida pela Cooperativa dos Produtores de Cachaça de Alambique do Sudeste do Tocantins
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Cachaça tocantinense Dama dos Azuis Foto: T1 Notícias

A Cooperativa de Produtores de Cachaça de Alambique da Região Sudeste do Tocantins (Coopercato) esteve presente pelo segundo ano consecutivo na Agrotins, nesta 17º edição, com uma mesa de degustação e expondo os mais variados aromas e sabores da cachaça produzida e destilada na região dos Azuis, distante cerca de 440 quilômetros de Palmas. O nome da iguaria genuinamente tocantinense é uma homenagem ao Rio Azuis, registrado pelo Guinness como o menor do mundo, com apenas 147 metros de extensão. 

 

Inspirados pela tradição de produzir cachaça de alambique artesanalmente há mais 100 anos naquela região, os produtores de cana-de-açúcar se uniram e formaram uma cooperativa. A Coopercato tem hoje cerca de 20 associados que plantam a cana e fabricam cachaça em seus alambiques, em 15 municípios da região Sudeste do Estado. Segundo o presidente da Coopercato e produtor Antônio JR Pretto, mais conhecido como Pretto, a Agrotins é uma forma de valorizar o produto e aumentar mercado. 

 

"Aqui é uma oportunidade que nós temos de apresentar o produto para quem não é do Estado, vender nossa produção para supermercados e outras revendedoras", comemorou o produtor. A região, que já era conhecida pelo grande número de produtores da autêntica bebida brasileira, passa a ganhar ainda mais destaque com a Dama dos Azuis.

 

Rede de apoio

A cooperativa conta com uma rede de apoio de mais de 25 instituições, entre elas, o governo do Estado, por meio de institutos e secretarias, do Sebrae Tocantins, dentre outros que fomentam o arranjo produtivo da cachaça de alambique, juntamente com uma equipe de consultores, nas mais diversas áreas como capacitação, gestão, pesquisa, crédito, entre outras.

 

Pretto, explicou que o trabalho de assistência oferecido principalmente pelo Ruraltins, Sebrae e Sescoop envolvem toda a cadeia produtiva da cachaça de alambique. Sendo assim, os produtores recebem orientação e apoio técnico desde a preparação do solo para o plantio da cana-de-açúcar, passando pelo transporte e preparo da matéria-prima, até o projeto para a construção do alambique. "Eles orientam a gente sobre o plantio e variedades da cana, preparo, formas de acondicionar a cachaça e criar novos aromas e sabores", detalhou o produtor. 

 

Meta e investimento

De acordo com o presidente da Cooperativa, o custo para a produção da cachaça gira em torno de R$ 8, a garrafa a R$ 15 a R$ 20 o custo de venda. "O investimento em máquinas é alto e há muitas exigências para que possamos revender nosso produto. Nossa meta é revender comercialmente a cachaça no estado inteiro", revelou Pretto.