Palmas, Tocantins -

Estado


Em setembro
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Advogados suspeitos de participação em venda de sentenças serão ouvidos

Foi marcada para o dia 18 de setembro a oitiva dos advogados suspeitos de participação em venda de sentenças no TJ do Tocantins. A informação foi repassada ao Portal T1 Notícias pelo advogado Túlio Chegury, relator do processo.
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O relator do processo que investiga a suposta participação de advogados tocantinenses no esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Tocantins, Túlio Jorge Chegury, informou a Porta T1 Notícias nesta terça-feira, 14, que foi marcado para o dia 18 de setembro o início das audiências nas quais os acusados e as testemunhas arroladas no processo serão ouvidas.  

De acordo com as informações repassadas por Chegury, as audiências serão realizadas em quatro dias. “O início da oitiva está marcado para dia 18 e o final previsto para o dia 21 de setembro. Na ocasião, serão ouvidos os acusados e as testemunhas arroladas. Já no dia 24 de setembro começa o prazo pra eles apresentarem as alegações finais que é de 10 dias”, afirmou o relator.

Chegury disse ainda que após as alegações ele vai emitir um parecer e logo depois o processo será submetido ao Pleno do Superior Tribunal de Justiça (STF), onde será julgado.  

Investigados

No processo estão sendo investigados os advogados Antônio dos Reis Calçado Júnior, José Carlos Ferreira, João Batista Marques Barcelos, Germiro Moretti, Joaquim Gonzaga Neto e Walter de Montemor Quagliarello. Na Operação Maet também são investigados os desembargadores Carlos Souza, Liberato Costa Póvoa, Willamara Leila Almeida, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins, e Amado Cilton Rosa. Atualmente, todos afastados de suas funções pelo Conselho Nacional de Justiça.

Entenda o caso

Após o Superior Tribunal de Justiça – STJ ter enviado a cópia da Ação Penal da suspeita de venda de sentenças e formação de quadrilha no Tribunal de Justiça do Tocantins, a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB seccional Tocantins deu início aos procedimentos de investigação do envolvimento de advogados.

O presidente da OAB, Ercílio Bezerra, informou na época, que logo após o STJ ter encaminhado o documento para a Ordem, em fevereiro, o processo foi encaminhado para o relator, advogado Túlio Jorge Chegury. “O processo está a cargo do relator e somente após sua análise, o processo disciplinar, se couber, vai poder ser formado”, informou o presidente na ocasião.