Após casos de servidoras fantasmas, Estado cria portaria para apurar irregularidades

A portaria é criada após a Polícia Civil realizar operação no Palácio Araguaia e informar, em entrevista coletiva à imprensa, que existiriam ao menos 300 servidores possivelmente fantasmas

Em uma portaria publicada na noite de ontem, 12, no Diário Oficial do Estado, a secretária-Geral de Governo, Juliana Passarin, criou a Comissão Permanente de Sindicância na Secretaria-Geral de Governo, que terá a finalidade de apurar irregularidades no serviço público, conduzindo investigações sobre seus funcionários públicos. Segundo a portaria, os servidores que integram a Comissão exercerão suas atividades pelo período de um ano.

 

A portaria é criada após a Polícia Civil realizar, na semana passada, uma operação no Palácio Araguaia e informar, em entrevista coletiva à imprensa, que existiriam ao menos 300 servidores possivelmente fantasmas na Secretaria de Governo do Tocantins.

 

De acordo com o governo do Estado, existe atualmente 608 servidores lotados na Secretaria-Geral de Governo, sendo 326 por contratos temporários, 153 ocupam cargos comissionados e outros 129 são efetivos. Segundo o governador Mauro Carlesse, em nota emitida após a operação da Polícia Civil, uma nova redução neste quantitativo será implementada após o término da vedação eleitoral, em 31 de dezembro. “Em 1º janeiro, quando se dará o início da próxima gestão, será implantada a nova estrutura administrativa, mais enxuta e adequada à realidade financeira do Tocantins”, informou Carlesse.

 

Operação no Palácio

 

No último dia 7, mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Civil no Palácio Araguaia, na Secretaria-Geral de Governo. Computadores e documentos foram apreendidos na sede da Pasta. A operação começou após denúncias de que duas moradoras de Araguaína, servidoras do Estado, seriam funcionárias fantasmas.

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