Palmas, Tocantins -
Crise na Saúde
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Após denúncia de médica, TCE determina melhorias no Hospital Infantil

Vistoria de equipe técnica da Corte constatou na unidade falta de medicamentos, insumos, macas e roupas de cama
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Hospital Infantil de Palmas Da web

O Tribunal de Contas do Tocantins (TCE/TO) determinou, por meio de medida cautelar, nesta sexta-feira, 1º, que a Secretaria da Saúde do Estado, reabasteça o estoque de medicamentos do Hospital Infantil de Palmas (HIP) e regularize a falta de insumos, macas, roupas de cama e ainda organize de forma adequada o armazenamento de remédios. A pediatra Nicole Rangely Nogueira de Carvalho, única no plantão de ontem no hospital, enviou à Secretaria Estadual de Saúde documento afirmando que o Hospital Infantil de Palmas não teria condições de receber novos pacientes.

 

A médica também registou Boletim de Ocorrência na 1º Delegacia de Polícia Civil de Palmas.

 

 

Medida Cautelar

 

O governo tem prazo de dois dias úteis para demonstrar as medidas que serão adotadas para o atendimento das determinações.

 

A medida cautelar expedida pela 2ª Relatoria, coordenada pelo conselheiro André Luiz de Matos Gonçalves e publicada no Boletim Oficial do Tribunal desta sexta, se deu após uma ação preventiva da Corte, que prevê a manutenção da continuidade essencial do serviço na área da Saúde. Uma equipe técnica do TCE vistoriou o Hospital Infantil e constatou diversas irregularidades.

 

De acordo com a cautelar, a equipe se deparou com a unidade de saúde desabastecida, colocando em risco a sociedade e detectando deficiências: "a falta de remédios como o Berotec e Fenobarbital; estoques de medicamentos e materiais hospitalares funcionando em contêiner, os quais não apresentam condições adequadas de conservação, sem termômetros, com fendas nas paredes, dejetos de animais, mofo no teto, superlotado, além de haver caixa de medicamentos próximos do vencimento e acondicionadas diretamente no chão", destaca trecho da cautelar.

 

Na cautelar é possível ver que existem problemas com as geladeiras (frigobar) dos postos de enfermagem, "que não são apropriadas para o armazenamento dos medicamentos de uso fracionados, em razão de estarem com ferrugem e sem vedação (borrachas danificadas), além de estarem acondicionados juntos com produtos alimentícios (cremosinho)", aponta a equipe técnica. Ainda durante a vistoria, os técnicos constaram a falta de vários insumos, roupas de cama, macas e grades de macas.

 

Segundo a cautelar, em caso de descumprimento das determinações nos prazos estabelecidos será aplicada uma multa diária ao Secretário de Estado da Saúde no valor de R$ 500,00.

 

Alerta

 

No documento envaido pela plantonista à Sesau, a médica também alertou que o pronto socorro e a emergência estão lotados, inclusive os corredores. Além disso, faltam macas, berços ou camas disponíveis para se admitir novos pacientes.

 

“Considerando a falta de estrutura física, organizacional e profissional deste hospital, informamos a impossibilidade de admitirmos qualquer criança nesta Instituição”, diz trecho do documento, no qual ainda solicita que as crianças que necessitem de atendimento sejam referenciadas ou remanejadas para outros serviços de saúde.

 

A médica também registou Boletim de Ocorrência na 1º Delegacia de Polícia Civil de Palma, no início da manhã, denunciando a falta de médicos na unidade entre outros problemas. De acordo com seu relato, deveriam haver quatro médicos de plantão no hospital por turno. Entretanto, só havia ela.

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