Palmas, Tocantins -

Estado


Executive Residence
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Após morte de trabalhadores, prédio é parcialmente interditado

O Ministério do Trabalho interditou oito andares do Edifício Executive Residence, onde dois trabalhadores morreram na sexta-feira, 10, depois de caírem do 22º andar. O diretor da empresa, Ataides de Oliveira, informou que os trabalhadores descumprira
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O Ministério do Trabalho interditou oito andares do Edifício Executive Center, onde dois trabalhadores morreram na tarde da última sexta-feira, 10, ao despencarem do 22º andar. A informação foi confirmada pelo chefe do Núcleo Saúde e Segurança do Trabalhador, da Delegacia Regional do Ministério do Trabalho, no Tocantins, Celso Cezar da Cruz Amaral.


O acidente aconteceu quando Denilso Ribeiro e Roberto de Oliveira trabalhavam na construção de uma bandeja de segurança. A estrutura se rompeu e os dois foram lançados ao chão de uma altura de quase 70 metros e tiveram morte instantânea.


De acordo com Celso Amaral, a obra está interditada a partir do 14º andar. “Constatamos irregularidades como a falta de bandejas secundárias, que protegem os trabalhadores contra a queda de objetos”, informou Celso.


Segundo ele, esta parte da obra somente será liberada depois que a empresa responsável pela construção do prédio providenciar a regularização.


Obra regular

O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Tocantins (Crea-TO) informou que a obra está regular perante a entidade. De acordo com o engenheiro Osmar Pinheiro, a obra foi fiscalizada e conta com um profissional responsável pela segurança no trabalho. “Não é responsabilidade do Crea apurar as causas do acidente. A nós cabe verificar se a obra está regular e isto foi feito”, argumentou.


Providências

Procurado pelo Portal T1 Notícias, o diretor da Construtora Araguaia, responsável pela construção do Edifício Executive Residence, Ataides de Oliveira, confirmou que a empresa foi notificada pelo Ministério do Trabalho. “Estamos tomando todas as providências e também aguardando os demais laudos”, afirmou o diretor.


Ainda de acordo com o diretor, “lamentavelmente nossos dois colaboradores que faleceram não obedeceram às normas de segurança da empresa quanto à fixação dos cintos de seguranças ao cabo de aço”, argumentou.


Ataides afirmou também que a empresa está dando toda a assistência necessária às famílias. “Estamos todos estarrecidos com esta tragédia. Durante os 15 anos que construímos nesta Capital, nossa maior preocupação sempre foi com a segurança de nossos trabalhadores e não temos históricos de acidentes”, informou o diretor da Construtora Araguaia.

 


 

Perícia sai em até 20 dias

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que uma equipe da perícia técnica esteve no local e dever emitir um laudo num prazo de dez dias, prorrogáveis por mais dez dias. De acordo com a SSP, foram realizadas perícias na estrutura que provocou o acidente e também nos corpos dos trabalhadores que morreram durante a queda.

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