Palmas, Tocantins -
Cinoterapia

Bombeiros e HGP renovam parceria para manutenção do projeto que leva cães ao hospital

As duas instituições, CBM e HGP, estão comemorando dois anos de Cinoterapia e, com a atualização dos dados, ultrapassam 850 atendimentos neste período.
- Atualizada em
Cães do projeto Cinoterapia são utilizados na recuperação de pacientes Divulgação Bombeiros

O sucesso do Projeto Cinoterapia como apoio no tratamento de enfermos no Hospital Geral de Palmas (HGP), vai continuar. Na manhã desta terça-feira, 22, o Corpo de Bombeiros Militar confirmou a manutenção do projeto por mais um ano, assinando um novo termo e entregando certificados de reconhecimento aos parceiros.

 

As duas instituições, CBM e HGP, estão comemorando dois anos de Cinoterapia e, com a atualização dos dados, ultrapassam 850 atendimentos neste período.

 

Goiamara Borges, supervisora de Humanização do HGP, afirmou que "o animais mudam o ambiente hospitalar e enche os nossos espaços e corações com muita alegria". Para ela, "essa parceria com o Corpo de Bombeiros é fundamental”. “A figura do bombeiro é marcante na sociedade, de salvar a vida, de levar esperança e, junto com o cão e equipes do hospital, ele só tem a colaborar para a melhoria dos pacientes", destacou.

 

O coronel Reginaldo Leandro da Silva, comandante geral do CBM, afirmou que a corporação toda está feliz com o resultado colhido pelo Projeto e que a ação será estendida para outras cidades do Tocantins.

 

“Isso demonstra que o trabalho desenvolvido pelos nossos militares, com os voluntários, têm dado resultado. O projeto está atingindo seu objetivo, levando humanidade e acalento às pessoas no leito, acamadas. Vamos expandi-lo para outras cidades do nosso estado e assim alcançar mais pessoas em outras unidades hospitalares”, disse o coronel.

 

Vida nova

 

Quem já passou pelo HGP relata que o processo de recuperação de alguma enfermidade tem o antes e o depois da presença da Cinoterapia. A professora Páscua Lourença de Souza, que ficou quatro meses na unidade, tratando um aneurisma, afirma que a vida dela mudou após conhecer Miguel e Pitico, dois cães coterapeutas, na enfermaria.

 

“Eles não falam, só escutam. Mas transmitem muito carinho com o olhar. No momento em que você está ali com eles, você esquece de tudo e isso te faz melhorar no processo de recuperação. Eu desabafava com eles, chorava e podia rever meus conceitos. Fizeram muita diferença na minha vida. A gente contava os minutos a espera deles na enfermaria”, relatou Páscua.

 

Muito amor

 

Os irmãos Fred e Hanna, dois Shitzus de um ano de idade, são os mais novos integrantes do projeto Cinoterapia. A dona é a também professora Valdirene Cássia, que antes vivia com agenda abarrotada de trabalhos da faculdade. Mas com a chegada dos bichinhos, ela revela a descoberta de um amor sem igual.

 

"Quando eles chegaram em minha vida, tudo modificou, com um movimento mais leve, mais focado no trabalho. Meus finais de semana passaram a ser voltados para eles, que me ajudam a ser uma pessoa muito melhor e a ter um relacionamento com meu marido que é de mais envolvimento e parceria. Nos tornamos uma grande família e esse amor, que é tanto, precisava ser estendido a outras pessoas, aquelas que estão fragilizada de alguma forma”, pontou Cássia.

 

Passa a passo

 

O sargento Raphael Mollo, cinotécnico no Corpo de Bombeiros Militar, é o responsável pelo projeto. Ele afirma que a presença do animal remete a pessoa enferma a um ambienta familiar, a uma residência, e isso colabora para os resultados no tratamento.

 

"A pessoa sai do ambiente familiar para o tratamento e fica no ócio o dia todo, mas quando chega o cachorro, ele muda a rotina, e logo fica a expectativa de uma nova visita. A pena é que não conseguimos atender o HGP todo, por ser muito grande”, pontua o sargento Mollo.

 

Famílias donos de cachorros, interessadas em aderir ao Projeto Cinoterapia, devem ligar para o 3218 4718, e falar com o sargento Alderico, que agendará uma avaliação do comportamento do animal. "O cão tem que ser dócil, afetuoso. Ele tem que gostar de criança e de se relacionar com as pessoas", explica o cinotécnico.

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