Palmas, Tocantins -
Caso Danielle Grohs
775 visualizações

Defesa de médico conta que vítima e suspeito viviam relação conturbada, mas juntos

Ao T1, a advogada afirmou que os dois reataram a pedido de Danielle e casaram no cartório uma semana antes da morte; defesa alega ainda que a vítima extorquia o médico.
- Atualizada em
Defesa de médico reafirma inocência e faz acusações a Danielle Arquivo Pessoal

A advogada, Josefa Barbosa, que atua na defesa do médico Álvaro Ferreira, principal suspeito de matar a professora Danielle Christina Lustosa, entrou em contato na manhã desta sexta-feira, 12, com o T1 Notícias para reafirmar a inocência de seu cliente e revelar novas informações a respeito das circunstâncias do relacionamento entre o médico a professora. Álvaro Ferreira foi preso na tarde desta quinta-feira, 11 em Anápolis - GO e está sendo recambiado para o Tocantins.

 

Conforme a advogada do suspeito, ele não cometeu o homicídio, pois estava em Anápolis e nem foi o mandante. Ela explicou que após ter sido solto na audiência de custódia, Álvaro foi para a chácara de amigos, em Anápolis (GO), de onde embarcou para uma viagem a Salvador (BA), na qual já tinha bilhetes de passagens comprados.

 

“Nós vamos provar que ele não matou e nem é o mandante. Esperamos que a polícia faça o trabalho dela. No dia do crime ele estava em Anápolis e só ficou sabendo da morte dela por volta das 22h quando já estava em Salvador. A viagem já estava marcada com antecedência, ele estava de férias. Os bilhetes comprovam a data, o embarque, tem a nota fiscal do hotel, e câmeras do aeroporto que comprovam o embarque e desembarque dele. Ele também ficou muito abalado, mas a mãe dela não autorizou que ele fosse ao velório, quando ele quis mandar uma coroa de flores, ela ironizou”.

 

Ainda conforme a advogada de defesa os dois viviam um relacionamento conturbado em que o casal já havia se separado, mas já tinham reatado a pedido de Danielle. “Eles não eram casados no papel, ficaram separados por aproximadamente dois anos, período em que ele chegou inclusive a ter outro relacionamento, mas a Danielle perturbou tanto a vida dele que a relação não aguentou. Danielle pediu muito para voltar com ele. Tem ligações em que ela diz que o ama, que uma união de tantos anos não poderia acabar dessa forma, e ele, talvez por ainda nutrir um sentimento por ela acabou voltando e no dia 11 de dezembro eles assinaram no cartório um contrato de união estável”.

 

Medida protetiva e reconciliação

A defesa seguiu explicando que os dois já estavam morando na mesma casa em que ocorreu o crime e que Álvaro teria sido enganado por achar que a medida protetiva contra ele havia sido revogada. “No dia 11 de dezembro ela pediu pra voltar mesmo com a medida protetiva. Quando fizeram a união estável ela prometeu que pediria a revogação da medida e ele achou que não tinha mais medida protetiva. Ele foi enganado. Ele não invadiu a casa dela, ele estava morando na casa porque ela insistiu que ele mudasse. Ela recebeu o caminhão da mudança e decidiu onde cada móvel ficaria”, argumentou.  

 

Viagem programada

Questionada pela reportagem a respeito da compra antecipada dos bilhetes de viagem, apesar do casal ter acabado de reatar e Álvaro viajar sozinho nas férias, a advogada Josefa Barbosa argumentou que seu cliente percebeu que “o que ela prometeu não estava sendo cumprido. Ela não era aquela pessoa que estava pedindo para voltar e aí ele percebeu que não ia dar certo e resolveu viajar”.

 

Ainda respondendo ao questionado do T1 sobre não ter voltado para Palmas e ter se apresentado à Polícia, a defesa explicou que ele “só não se entregou por medo da família dela e das ameaças de integrantes da seita que ela participava”.

 

Interesse e extorsão

A defesa alegou ainda que a professora extorquia o médico. “Mesmo separados ela nunca deixou de ligar para ele. Colocava amigas para dizer que estava se suicidando, que estava mal. Toda vez que ia sair o pagamento ela se reaproximava para extorqui-lo, ele não estava mais conseguindo se manter porque gastava muito com ela. Ela recebia pensão provisória de 30% do que ele ganhava. E ela já havia sido orientada que perderia o direito da pensão em breve”.

 

Agressão e prisão

Questionada também pelas supostas agressões que teria acabado com a prisão de Álvaro, a defesa negou que ele tenha cometido qualquer tipo de agressão. “Eles discutiram, mas não houve agressão. O que ocorreu foi que ele realmente tomou o celular dela, pois desconfiava que ela estivesse tendo um caso. Ela pegou a moto e saiu de casa. Quando voltou foi com o pescoço machucado dizendo que foi ele. Ela saiu às 14h e só voltou no fim da tarde com a polícia, onde ela estaria durante todo esse período?".

 

Na ocasião a defesa detalhou o ocorrido do dia da prisão. “No dia dessa briga ele resistiu a prisão. Ele foi preso dentro da casa, pois já estava morando com ela e não sabia que tinha medida protetiva ainda contra ele. Teve sim uma luta corporal com a polícia na tentativa de não ser algemado. Ele foi preso e na audiência do dia seguinte ele não retornou mais para casa”.

 

A defesa afirmou ainda que o delegado que acompanha o caso se recusa a passar informações elementares do inquérito. “Porque o delegado se nega a passar informações? ele quer causar um clamor social, um constrangimento ilegal ao meu cliente, que a imprensa esteja toda lá?" Questionou.

Notícias sobre:

defesa médico suspeito advogada matar