Palmas, Tocantins -
Contingenciamento do MEC
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Estudantes em Palmas vão às ruas contra cortes de Bolsonaro na Educação

As manifestações deram início na porta da UFT e IFTO e seguiram para a Assembleia Legislativa
- Atualizada em
Manifestação em frente a Assembleia Legislativa Kizzy Brontê

Em Palmas, na manhã desta quarta-feira, 15, estudantes e professores se reuniram para protestar contra o contingenciamento anunciado pelo Ministério da Educação no final de abril. Um grupo fechou a entrada da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), logo no início da manhã, enquanto outro se aglomerou no acesso do Instituto Federal do Tocantins (IFTO).

 

Com cartazes e percussão, os manifestantes faziam barulho e gritavam palavras de ordem pedindo mais atenção para educação. Ambos os grupos se encontraram na porta da Assembleia Legislativa já por volta das 10h.

 

No local, os manifestantes buscaram sensibilizar os deputados estaduais sobre os prejuízos que o corte na educação trará a sociedade brasileira. Já no final da manhã, estudantes e professores percorreram a avenida JK com faixas e cartazes.

 

Outas manifestações

 

Além da Capital, outros atos foram registrados nos demais campi da UFT e IFTO pelo Estado. No município de Colinas, em protesto, uma aglomeração grande se formou na porta do campus do IFTO.

 

Em Gurupi, estudantes das duas instituições usaram a tribuna da Câmara Municipal para expressarem revolta contra o corte do Governo Federal.

 

O ex-estudante da UFT, Marcos Miranda, conta que aderiu ao manifesto para apoiar os colegas e profissionais da educação que estão sendo prejudicados com a redução de verbas. “Sabemos que existem outras formas da gente mudar o país sem afetar educação, saúde, segurança pública, que são primordiais para que a sociedade cresça e se estabeleça de forma justa, queremos o apoio de vocês que são a nossa voz, a voz do povo. As universidades federais são responsáveis por cerca de 90% das pesquisas no país, como que a indústria vai produzir sem pesquisa? Como o país vai se desenvolver sem pesquisa, sem educação?”, indagou o estudante.   

 

Cortes

 

No final de abril o MEC anunciou cortes de 30% em repasses para as universidades federais de todo o país alegando ser uma medida preventiva devido ao cenário econômico do país.  

 

Após anúncio da MEC, a UFT emitiu comunicado de que o corte seria 42%, e não 30% como informado pelo MEC, reduzindo em R$ 18 milhões os repasses para a instituição. 

 

Em nota enviada ao Portal T1, a UFT disse que está suspensa por 90 dias a emissão de editais para concessão de bolsas (tanto da pesquisa quanto da extensão), bem como o contingenciamento de diárias e passagens para toda a Universidade.

 

O IFTO perdeu R$ 13 milhões do seu orçamento, mas diz que o seu planejamento será reestruturado, com o objetivo de manter os serviços prestados, sem prejuízo à comunidade acadêmica.