Ministério Público de Contas pede auditoria no sistema carcerário do Tocantins

Objetivo da Operação Boitatá, desenvolvida pelo Conselho Nacional dos Procuradores, é levantar informações como estrutura e custos do sistema penitenciário em toda a Região Norte do País

MPC pede auditoria em sistema carcerário
Descrição: MPC pede auditoria em sistema carcerário

Uma representação, com pedido liminar de medida cautelar, protocolada pelo Ministério Público de Contas (MPC), na última segunda-feira, 9, está sendo analisada pelo Tribunal de Contas do Tocantins (TCE). A ação,  assinada pelo procurador-geral de Contas do TCE/TO, Zailon Miranda Labre Rodrigues, pede a realização imediata de auditoria operacional no sistema carcerário no Estado do Tocantins. O objetivo, de acordo com o procurador, é levantar dados como estrutura e custos. O documento foi recebido pela presidência da Corte e será encaminhado à relatoria competente.

 

Os últimos acontecimentos em presídios, destacados pela imprensa nacional, em que, aproximadamente, cem presos foram assassinados no sistema penitenciário dos estados do Amazonas (AM) e de Roraima (RR) foram alguns dos motivos que levaram o Conselho Nacional de procuradores-gerais de Contas (CNPGC) a atuar em toda a Região Norte, enviando as representações às respectivas Cortes de Contas.

 

Dentre os fundamentos elencados na representação (processo nº 31/2017), estão o desrespeito às normas constitucionais, infraconstitucionais e documentos internacionais no trato com os presidiários e o reconhecimento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da existência de uma violação generalizada de direitos fundamentais dos detentos no sistema prisional brasileiro.

 

Para o MPC, “a preocupação é que os presídios/cadeias/penitenciárias - onde as pessoas encontram-se com sua liberdade restrita, dormindo umas em cima das outras, com a proliferação de doenças infectocontagiosas, em condições sub-humanas e cruéis - estejam em uma situação limítrofe do tolerável, ou seja, verdadeiras tragédias já anunciadas.”

 

Boitatá

O CNPGC denominou esta atuação estratégica na Região Norte como "Operação Boitatá", termo de origem tupi guarani que integra o folclore brasileiro sobre o mito de uma gigantesca cobra-de-fogo que protegeria a mata de incendiários.

 

TCU

O CNPGC protocolou representação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), para que a ação alcance dimensão nacional, objetivando auditoria articulada com o sistema internacional de controle com os países que fazem fronteira com o Brasil (Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa). 

 

(Com informações do TCE-TO)

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