Palmas, Tocantins -

Estado


Vacinação contra a Covid-19
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Municípios com baixa vacinação apontam desatualização do Vacinômetro; SES justifica

Após apontamento de demora na atualização, a Secretaria Estadual de Saúde (SES), informou que os dados são retirados do sistema de informação do Ministério da Saúde e atualizados duas vezes ao dia.
- Atualizada em
Dharcules Pinheiro/Sejusp

Alguns municípios tocantinenses com baixa vacinação ao serem questionados sobre a lentidão na imunização contra a Covid-19, como informa o Vacinômetro da Secretaria Estadual de Saúde (SES) quando são observados os números divulgados no dia 17 comparados com os de hoje, 23, afirmaram que vacinaram mais do que o registrado e apontaram demora na atualização dos dados por parte da SES. Contudo, a Saúde explicou que as informações são atualizadas duas vezes ao dia e que "os dados expostos na página são retirados do sistema de informação do Ministério da Saúde (MS), o qual é alimentado pelos próprios municípios, portanto, se há dados divergentes foram inseridos pelas próprias secretarias municipais".

 

De acordo com o comparativo feito entre o dia 17 e 23 de junho, cidades como Rio Sono, Couto Magalhães, Palmeiras do Tocantins, Esperantina, Aguiarnópolis, entre outras, mudaram menos de um por cento da quantidade da população vacinada nesse período. Na média estadual, foram dois por cento de crescimento em uma semana, de 21,5% para 23,5%. O Portal entrou em contato com alguns gestores para saber o que vem ocorrendo para essa lentidão na atualização da vacinação. A resposta deles é que os números apresentados no Vacinômetro não refletem a realidade, que, conforme a SES, são repassadas pelo MS. Um dos gestores municipais informou ao T1 que os dados são inseridos no SIPNI (Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização).

 

Couto Magalhães

 

O prefeito de Couto Magalhães, Júlio Cesar, afirma que o município vai bem na vacinação da sua população, que aderiu a campanha de imunização. “A adesão da população está muito boa, a população tem atendido muito bem ao chamado. O que está atrasado, se você olhar nosso Boletim, é a segunda dose. Mas o fato é que ainda está chegando o momento dessa segunda dose para as pessoas que foram vacinadas inicialmente”, disse. 

 

No Vacinômetro, Couto Magalhães vacinou com a primeira dose até o momento 1.007 pessoas (17,8% da população), já o prefeito garante que algo em torno de 1290 moradores receberam a aplicação. O T1 procurou a gestão porque semana passada essa quantia estava em 17,6% (995 doses), pouca coisa mudando de uma semana para outra. 

 

O secretário de Saúde, Uelder Fernandes da Silva, afirmou que há uma diferença entre os dados que são absolvidos pelo sistema da Secretaria Estadual de Saúde com o que o município tem em registro diário apresentado pelo Boletim Epidemiológico Municipal. No informativo de vacinação de Couto Magalhães, a cidade já começou a vacinar pessoas a partir de 40 anos sem comorbidades.

 

“Mas a explicação é muito simples, na minha opinião, é porque na última semana a gente fez um grande mutirão, quando a gente conseguiu vacinar mais de 600 pessoas dentro de quatro dias. Com isso, o ritmo de registro e lançamento não conseguiu ser tão rápido quanto nosso processo de vacinação. Então tem parte dessas vacinas já aplicadas que ainda não foram lançadas no sistema. E outra situação, também não menos importante, é que após lançada a informação, o sistema do Estado para absolvê-la leva de 24h a 72h. Existe um déficit de informação”, considerou Uelder. 

 

Rio Sono

 

A secretária de Saúde de Rio Sono, Namayra Gomes, mencionou a mesma questão, que inclusive virou assunto em grupo de WhatsApp de secretários municipais, de que o Estado não estaria fazendo as atualizações diárias no Vacinômetro, apesar de dizer que cada informativo reflete o dia anterior da publicação. 

 

“A gente está fazendo o lançamento das doses no sistema, mas não está sendo atualizado e consequentemente o Vacinômetro está sofrendo alterações devido a isso. Mas a vacinação no município está ocorrendo em tempo hábil. Praticamente concluímos todo o público alvo que foi liberado, somente os que faltam à segunda dose porque tem o tempo preconizado. E hoje liberamos a vacinação das pessoas entre 55 a 59 anos e profissionais da industria”, afirmou. 

 

No Vacinômetro, Rio Sono aplicou 996 da primeira dose em sua população (15,3%), na semana passada eram 15,2% (988). Menos de dez aplicações em uma semana. Namayra informou o quantitativo atual é de 1380 doses. 

 

Palmeiras do Tocantins

 

Geffesom Noleto, secretário de Saúde de Palmeiras do Tocantins, também apontou demora na atualização no Vacinômetro. Disse que 100% dos profissionais da educação e da limpeza urbana receberam a primeira dose. “As vezes demora mais de 72 horas e às vezes leva menos de 24 horas para atualizar os dados. É muito relativo”, informou.

 

O secretário afirmou, ainda, que vem agindo de acordo com as orientações do Ministério da Saúde e do Governo do Estado, mas que os mesmos demoram a se posicionar. “As nossas doses dão para vacinar uma quantidade boa de pessoas da faixa etária inferior a 60 anos. Eles (Estado e União) não se posicionam, só pedem para a gente aguardar e a gente então baixou por conta própria a vacinação para o público entre 50 e 59 anos”, conferiu.

 

Neste sentido, o Governo do Estado instituiu um grupo de trabalho para ajudar as prefeituras no Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19. O Ato nº 770 que designa os componentes do grupo de trabalho foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), edição de segunda-feira, 21.

 

No Portal do Estado, Palmeiras do Tocantins imunizou com a primeira dose 1.075 pessoas (15,9% da população), na semana passada esse número era de 1.016 (15%).

 

Confira a Nota da Secretaria Estadual de Saúde na íntegra:

 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que os painéis do Vacinômetro, disponíveis no Centro de Informações e Decisões Estratégicas em Saúde (Integra Saúde) são atualizados duas vezes por dia, às 10hs e às 17hs.

 

A SES destaca que os dados expostos na página, são retirados do sistema de informação do Ministério da Saúde (MS), o qual é alimentado pelos próprios municípios, portanto, se há dados divergentes foram inseridos pelas próprias secretarias municipais.