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Nile William é relator de pedido de impeachment contra Carlesse na OAB

Professor e advogado foi indicado pela presidência para relatar o pedido de impeachment protocolado na OAB no dia 26 de novembro pelo advogado Paulo Roberto da Silva contra o governador afastado
- Atualizada em
Descrição: Professor e advogado Nile William. Arquivo pessoal

O professor e advogado Nile William Fernandes Hamdy foi indicado pela presidência da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Tocantins (OAB/TO), ocupada atualmente pela advogada Janay Garcia após a licença de Gedeon Pitaluga, para relatar o pedido de impeachment protocolado na OAB no dia 26 de novembro pelo advogado Paulo Roberto da Silva contra o governador afastado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Carlesse.

 

Nos bastidores, a informação é que o relator não possui opinião prévia sobre o assunto e analisará o pedido obedecendo restritamente a legislação e o Regimento Interno da Ordem.

 

Juntamente com o pedido de impeachment, o advogado Paulo Roberto, atuante na área criminal, protocolou um dossiê com cerca de sete mil páginas sobre supostas ações que teriam sido praticadas pelo governador afastado. De acordo com Paulo Roberto, a peça foi protocolada no intuito de que a OAB decida encaminhar o processo à Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins (Aleto).

 

Conselho decidirá se pedido será protocolado na Assembleia

 

Após o pedido de Paulo Roberto ter sido protocolado, o relator designado, advogado Nille William, construirá o relatório e caberá ao Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Tocantins decidir ou não pela instauração do processo de impeachment na Assembleia. Caso a decisão seja pela abertura do processo, esse será o terceiro pedido de impeachment contra Mauro Carlesse. O primeiro é do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Tocantins (Sisepe), no dia 9 de novembro e, o outro, do deputado estadual Júnior Geo (PROS), no dia 24 do mesmo mês.

 

Afastamento de Carlesse

 

Mauro Carlesse foi afastado do cargo no dia 20 de outubro por seis meses, por decisão unânime do Superior Tribunal de Justiça, para investigações das operações Éris e Hygea. A Hygea investiga suposto pagamento de propina ligados ao Plano de Saúde dos servidores públicos do Tocantins. A operação Éris tem como eixo na Secretaria de Segurança Pública (SSP), em que o STJ apura obstrução de investigações iniciadas por delegados de Polícia Civil, que foram transferidos, ao comandar processos por crimes de corrupção envolvendo membros de primeiro e segundo escalão do governo Carlesse.