Palmas, Tocantins -
Operação Reiterates
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PF cumpre mandados de busca e apreensão contra desvios de recursos de Goiatins

Operação Reiterates, quinta fase da Operação Bagration, investiga irregularidades em licitações na educação do município
- Atualizada em
TV Anhanguera

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira, 22, a Operação REITERATES, quinta fase da Operação Bagration, que está apurando desvios de recursos públicos promovidos por ex-gestores da prefeitura de Goiatins.

 

Mais de 30 Policiais Federais cumprem sete Mandados de Busca e Apreensão expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal de Araguaína/TO, nos municípios tocantinenses de Araguaína, Goiatins e Itacajá.

 

A investigação teve início após análise de documentos e mídias apreendidos no interesse da Operação Bagration, em 27/07/2016, sendo constatadas diversas irregularidades relacionadas a licitações na área da educação do município de Goiatins.

 

Dentre as irregularidades, destacam-se a utilização de “vales-combustível” manuscritos para distribuição a particulares, aquisição ilícita de pneus e peças automotivas e o superfaturamento de preços.

 

Com o aprofundamento da investigação, a partir da análise das movimentações financeiras dos envolvidos, foram descobertas diversas transferências de valores das empresas e responsáveis contratados em favor dos ex-gestores das Prefeitura de Goiatins, com fortes indícios de Desvio de Recursos Públicos e Corrupção Passiva.

 

O nome da Operação remete à reincidência criminosa do grupo investigado.

 

Operação Bagration

 

O ex-prefeito de Goiatins Vinícius Donnover Gomes e a primeira-dama Sandra Suely da Silva, responsável por controlar as verbas da Saúde no município, foram acusados, em 2016, de participar de uma esquema criminoso na época em que Vinícius Donnover esteve à frente da prefeitura, entre os anos de 2012 e 2016. Investigação da Polícia Federal, auxiliada por escutas telefônicas autorizadas pela Justiça Federal, apontou que o desvio dos cofres públicos municipais chegou a alcançar a cifra de R$ 10 milhões.

 

Na investigação, iniciada em 2015, a PF revelou a existência do esquema criminoso, cujos integrantes (prefeito, primeira dama, secretários de Finanças, Saúde, Recursos Humanos, contadores, dentre outros servidores públicos) falsificavam contracheques de servidores “laranjas”, os quais eram utilizados para a obtenção de empréstimos consignados perante instituições financeiras.