Palmas, Tocantins -
Operação Catarse
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Polícia Civil cumpre mais quatro mandados em Araguaína nesta sexta-feira

Segundo a PC, os suspeitos são ex-servidores que trabalhavam na Secretaria Geral do Governo e foram exonerados em 31 de dezembro de 2018
- Atualizada em
Divulgação/PC

Quatro novos mandados de busca e apreensão relacionados à Operação Catarse são cumpridos nesta sexta-feira, 15, em Araguaína, no Norte do Estado, pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC). A Operação investiga crimes de peculato contra a Administração Pública Estadual por ex-servidores contratados temporariamente, mas que não exerciam regularmente suas funções, os chamados funcionários fantasmas.   

 

Os mandados estão sendo cumpridos em endereços particulares de Araguaína. Segundo o delegado José Anchieta de Menezes, responsável pela Operação, os suspeitos são ex-servidores que trabalhavam na Secretaria Geral do Governo e foram exonerados em 31 de dezembro de 2018.

 

Depoimentos   

 

Duas mulheres ouvidas pela Polícia Civil através da ação realizada nesta quinta-feira, 14, pela mesma Operação, teriam confirmado que foram contratadas em março de 2018, pela Secretaria Geral de Governo, mas nunca desempenharam funções no Estado. A informação foi divulgada pela TV Anhanguera, que teve acesso a trecho de depoimentos das suspeitas.

 

As mulheres teriam declarado no depoimento que o único serviço desenvolvido foi de cabos eleitorais da deputada estadual Valderez Castelo Branco (PP) e nas duas campanhas do governador Mauro Carlesse (PHS), na eleição suplementar e eleição de outubro. 

 

A deputada teria sido a responsável pela contratação das duas mulheres que foram mantidas nos cargos mesmo sem trabalhar até dezembro de 2018. Estas não foram presas e vão responder em liberdade.

 

Procurada pela reportagem, a parlamentar informou por meio de sua assessoria que não foi informada oficialmente sobre o assunto e que, assim que tomar conhecimento dos fatos, se colocará à disposição para dirimir todas às dúvidas. Já o Governo do Estado reforçou que a operação realizada pela Polícia Civil na quinta-feira em Araguaína, não aconteceu em órgão público do Estado e não está relacionada à atual administração. Destacou ainda a inexistência de servidores fantasmas na atual administração.  

 

Operação

 

As abordagens da Operação na quinta-feira foram realizadas na residência de ex-servidores da extinta Secretaria Geral de Governo e iniciaram uma nova fase da Operação. Esta é uma força-tarefa de várias delegacias do Estado que investiga danos ao erário público.

 

A Operação Catarse foi iniciada em 6 de dezembro de 2018 e, desde então, vários mandados já foram cumpridos na Capital, Paraíso do Tocantins e em Porto Nacional, com ações no Palácio Araguaia, Assembleia Legislativa e Câmara de Vereadores de Porto Nacional.