Palmas, Tocantins -
Concurso da PM no Tocantins
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Polícia encontra suposto gabarito de prova em celular em Araguaína; Civil investiga

Mais de 20 mil pessoas já assinaram na internet uma petição pública que pede investigação de supostas ocorrências registradas durante a aplicação da primeira fase do concurso da PM
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Concurso foi realizado no último domingo Divulgação PMTO

A polícia de Araguaína localizou uma mensagem de texto contendo um suposto gabarito de uma das provas do concurso da Polícia Militar em um aparelho celular que foi apreendido no último domingo, 11, em uma lixeira localizada em um dos locais da aplicação de provas. O caso é investigado pela Polícia Civil. Conforme informações do delegado regional Bruno Boaventura, as respostas encontradas no aparelho não são o gabarito oficial da prova e ainda não é possível afirmar se houve fraude nas avaliações.

 

Conforme o Relatório de Ocorrências de Vulto nº 0141/2018, registrado pelo 2º BPM de Araguaína no domingo, o celular foi encontrado no banheiro do Colégio Santa Cruz, onde as provas eram aplicadas. O celular estava dentro de um cesto de lixo. Após averiguação, a polícia identificou uma SMS, intitulada “Título Prova 3”, contendo gabarito alfanumérico de 01 a 60.

 

Petição pública pede investigação

 

Mais de 20 mil pessoas já assinaram na internet uma petição pública que pede investigação de supostas ocorrências registradas durante a aplicação da primeira fase do concurso da PM. No documento são elencados vários erros e problemas encontrados pelos candidatos durante a realização das provas. A petição deve ser protocolada nesta terça-feira, 13, na sede do Ministério Público Estadual, em Palmas. Os candidatos pedem “apuração dos fatos junto ao Ministério Público do Tocantins, se comprovado os fatos mencionados, anulação do certame, seguindo conformidades com a Lei 12.550/2011, apuração através de procedimento administrativo”.

 

PM responde

 

Em nota enviada ao T1 Notícias, a Polícia Militar informou que recebeu os questionamentos da imprensa sobre o assunto e repassou para a AOCP, empresa responsável pelas primeiras três fases do concurso.

 

A empresa, por sua vez, informou à PM que “todas as solicitações já foram encaminhadas ao nosso Departamento Jurídico, para a devida análise e resposta”.

 

A PM destacou ainda que a prova foi aplicada dentro do planejado, “com supostas tentativas de fraudes devidamente identificadas pela AOCP e os responsáveis estão sendo detectados. Após apuração, serão dados os encaminhamentos conforme previsto no edital”.