Na largada da pré-campanha de Damaso, o que pode fazer diferença na eleição

PSB e PSC oficializam aliança partidária nessa terça-feira, 24, na Casa 40, em Palmas

Assisti ontem de camarote o lançamento oficial da pré-campanha do deputado federal Osires Damaso (PSC), na Casa 40, do PSB tocantinense, sob a batuta do presidente regional, Carlos Amastha, ex-prefeito de Palmas. A pré-campanha de Damaso acertou no mote: “O que falta para o Tocantins dar certo?”.


É uma boa pergunta. E não é que o Tocantins tenha dado errado. Longe disto. O Tocantins real, que está nas ruas, no comércio, nas fazendas, nas pequenas empresas,
nas cidades de médio e grande porte, deu muito certo. A política é que vez em quando nos envergonha. justamente por que estamos conhecidos no País inteiro como o
Estado em que raramente um governador termina seu mandato. Já tivemos cassações, renúncias, um quase impeachment.


A sensação é que a prática de ilegalidades e a tentativa de levar vantagem em tudo que é público tem prevalecido no nosso cenário político. Comprometendo o que
poderia ter sido outra história.


Alguns elementos que estão presentes neste começo de pré-campanha de Osires Damaso, me levam a acreditar que esta candidatura tem chances de crescer, ganhar
musculatura e se apresentar como uma possibilidade. E isto não tem a ver com os demais nomes colocados na disputa, mas com o fazer política que está faltando no
Estado.

 

A candidatura de Damaso é algo que se coloca agora como irreversível. E este é o primeiro elemento: as pessoas acreditarem que é pra valer. Que não haverá vai e
volta. Que não assistiremos uma desistência. Como já vimos outros partidos fazerem na hora “H”: negociar uma retirada. É o que tira o crédito e leva dúvidas a outras
investidas.


Andrino faz discurso forte e lembra fracasso de candidaturas “combinadas”


Ex-vereador de Palmas, que disputou a prefeitura nas mais recentes eleições, Tiago Andrino é um dos quadros de qualidade da política tocantinense. Tem discurso
ideológico, prática política consistente, histórico de militância.

 

Enquanto Carlos Amastha bem lembrou que já recebeu o apoio Damaso, Andrino destacou que não existe eleição decidida de véspera. O processo eleitoral vivido na
primeira eleição de Amastha à Prefeitura de Palmas foi relembrado por ele. “Daquela vez, combinaram a eleição numa sala fechada, mas não combinaram com o povo”,
relembrou o agora deputado federal.


A busca de aliados no corpo a corpo, por todo Estado levando a narrativa de quem é Osires Damaso, suas origens, a conquista do patrimônio que tem fora da política,
princípios e atuação parlamentar, deve ser a tônica da pré-campanha. “Esta falsa estabilidade, que não agrega nada na vida da população, não é o que nós queremos”,
disparou Andrino.


O fato de que os dois candidatos que lideram as pesquisas estimuladas têm um baixo índice na espontânea mostra o ainda pequeno envolvimento do eleitor nestas
campanhas, e a possibilidade do crescimento de uma terceira via.


Todos estes elementos reunidos e principalmente a vontade de construir um projeto novo, com o pé no chão e humildade, pode fazer a diferença num cenário ainda muito aberto.

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