Nos bastidores, clima azeda entre Dimas e Dorinha

Bastidores da política tocantinense fervilham e como as chapas caminharão para seu desfecho é uma incógnita, mas o momento é tenso

Os bastidores da política tocantinense fervilham.

 

Tudo porque deputados da base aliada de Wanderlei Barbosa iniciaram - paralelo a um processo de fritura do nome da senadora Kátia Abreu como parceira da chapa de Wandelei Barbosa - uma corte à deputada professora Dorinha. Primeiro, como uma possível substituta na chapa palaciana. Agora que Barbosa e Kátia parecem acertar as arestas nos bastidores, com uma cogitação do nome da deputada federal como uma possível candidata a vice-governadora. Que, na hipótese de uma vitória, sucederia o eleito, para que o mesmo fosse, lá na frente, candidato a senador.

 

Delírio?

 

Pois é o que mais tem acontecido nestes bastidores. Delírios. Como por exemplo a ideia de que seria fácil tombar o acordo Kátia/Wanderlei, mesmo com tanta gente trabalhando contra.

 

A mágoa de alguns deputados pelo fato do senador Irajá não ter aberto o PSD para parlamentares de mandato, a complicada chapa da morte, se somou a muita conversinha encostada. Recados mal dados. Inexperiência da equipe política de Wanderlei, que comete erros primários no fazer política. Como o governador ir à cidade em que a senadora tem casa e fazenda cumprir agenda e não dar a ela um telefonema convidando...

 

Agora, parece que a ficha caiu e que nos arredores de Wanderlei começou um movimento de acalmar e acomodar os ânimos.

 

Enquanto a chapa palaciana se acalma, a de oposição fervilha.

 

Algumas falas de Dorinha dando a entender que faria uma campanha “independente”, sugeriu algo do tipo: “vote em mim para Senado e em quem quiser para governador”, gerou um clima de mau estar muito grande.

 

Além disso, a deputada, embora capitalize neste momento o favoritismo do elemento novo, tem dificuldades com levantamento de recursos num momento em que ainda não há repasse de recursos do fundo partidário. E ninguém quer esperar. No Tocantins, desde o governo tampão de Carlos Gaguim, as lideranças e “lideronças” se habituaram ao mote “preto no branco, dinheiro no banco”.

 

Não está fácil fazer pré-campanha para quem não tem recursos para as contratações mínimas. E a campanha, em si, terá dois meses de duração. Um tempo exíguo demais.

 

Como estas chapas caminharão para seu desfecho é uma incógnita, mas o momento é tenso. Eu arriscaria dizer que mais para a oposição, do que para o governo.

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