Palmas, Tocantins -
Má formação na boca

Hospital Municipal de Araguaína realiza primeira cirurgia de fissura labiopalatina

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Imagem Ilustrativa Da web

O Hospital Municipal de Araguaína (HMA) realizou a primeira cirurgia de fissura labiopalatina, em uma criança de um ano e nove meses. A má formação pode ocorrer isoladamente ou como parte de um problema ou síndrome genética. O sinal mais característico é a abertura na boca, que resulta em dificuldade para falar e comer. A chegada de um bebê com fissura provoca um choque e angústia nos pais e familiares, dentista Dr.Rufino Klug, especialista em cirurgia bucomaxilofacial e que coordenou a cirurgia que foi um sucesso.

 

De acordo com o Hospital de Reabilitação de Anomalias da Universidade de São Paulo (USP), referência internacional em tratamento e pesquisa da anomalia, a incidência pode variar de acordo com a população estudada, mas, de forma geral, a fissura atinge uma a cada 650 crianças nascidas.

 

O diretor técnico do HMA, Luiz Flávio Quinta, ressaltou que, essa foi a primeira cirurgia no HMA pelo Centro de Reabilitação e Anomalias do Tocantins. As causas da fissura labiopalatina ainda não são totalmente esclarecidas. Pode ter origem genética e pode estar associada ou não a outras anomalias. Existe ainda relação a fatores como obesidade e deficiência de vitaminas na mãe, excesso à radiação, uso de determinados medicamentos, cigarro e álcool no início da gestação.

 

O tratamento é multidisciplinar, incluindo cirurgia para fechamento das fissuras e terapias fonoaudiológicas, odontológicas e psicológicas, principalmente. As cirurgias iniciam ao redor dos 3 meses (lábio) e 9 meses (palato) e quanto mais cedo forem executadas, melhor.