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STJ comunica Wanderlei sobre servidores afastados para investigações; confira cargos

Entre os servidores estaduais afastados, está o secretário de Segurança Pública, Cristiano Sampaio.
- Atualizada em
Descrição: Vice-governador Wanderlei Barbosa. Zezinha Carvalho/Governo do Tocantins

O vice-governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, recebeu comunicado do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell Marques, nesta quarta-feira, 20, sobre os servidores estaduais afastados para investigações das operações Éris e Hygea, que cumpre mandados de busca e apreensão para apurar suposto pagamento de propina ligados ao Plano de Saúde dos servidores públicos e na Secretaria de Segurança Pública (SSP). O secretário de Segurança Pública, Cristiano Barbosa Sampaio, está entre os nomes afastados do cargo por seis meses.

 

Também foram afastados das funções a Diretora Geral da Polícia Civil, a diretora da Espólio, o Chefe da Divisão Especializada de Repressão à Corrupção, o Secretário Executivo da SSP, Corregedor Geral da SSP, Delegado da 1ª Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), um escrivão e um agente da Polícia Civil, gerente do núcleo de Inteligência do Detran, dois agentes da Polícia Civil cedidos ao Ministério Público e um Major da Polícia Miliar que comandava o serviço de inteligência da Casa pelo prazo de 180 dias.

 

A decisão do ministro Mauro Campbell será submetida ao pleno do STJ para que seja mantida ou revogada ainda nesta quarta-feira, 20.

 

Entenda

 

Cerca de 280 policiais federais cumprem 57 mandados de busca e apreensão e outras 50 medidas cautelares, como a suspensão do exercício das funções públicas, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça, nas cidades de Palmas, Gurupi, Porto Nacional, Minaçu/GO, Goiânia/GO, Brasília/DF e São Paulo/SP.

 

Uma das operações investiga suposto pagamento de propina ligados ao Plano de Saúde dos servidores públicos do Tocantins. A outra tem seu eixo na Secretaria de Segurança Pública (SSP). No segundo caso, o STJ apura obstrução de investigações iniciadas por delegados de Polícia Civil, que foram transferidos, ao comandar processos por crimes de corrupção envolvendo membros de primeiro e segundo escalão do governo Carlesse. A PF fez buscas na residência do governador Mauro Carlesse e no Palácio Araguaia. Outros secretários são investigados.

 

Conforme a PF, as investigações, iniciadas há quase dois anos, demonstram um complexo aparelhamento da estrutura estatal voltado a permitir a continuidade de diversos esquemas criminosos comandados pelos principais investigados, que teriam movimentado dezenas de milhões de reais por meio dos crimes praticados. Até o momento, foi determinado o bloqueio judicial de R$ 40 milhões.