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Acusado de estupro por modelo em SP, Irajá nega e diz que filmagens vão inocentá-lo

Após a acusação do crime, o senador definiu o episódio como “maldoso e traiçoeiro” e afirmou que imagens de câmeras de segurança irão inocentá-lo
- Atualizada em
Descrição: Senador Irajá Silvestre (PSD). Divulgação/Web

O senador Irajá Silvestre Filho do PSD, acusado de ter cometido estupro contra uma modelo de 22 anos em São Paulo na madrugada de segunda-feira, 23, negou, em nota enviada ao T1 Notícias, ter cometido o crime que tem sido repercutido pela imprensa nacional.

 

Conforme a moça, em relato constante no boletim nº 5299/2020, de 23 de novembro de 2020, registrado no 14º Distrito Policial de Pinheiros, os dois almoçaram juntos com um grupo de amigas no domingo, 22, e depois foram até o Café de La Musique com mais um amigo do senador. Ela relatou que perdeu a consciência e acordou em um flat, no Itaim Bibi, sendo abusada por ele.

 

A modelo, que preferiu não ser identificada, disse que não resistiu ao abuso porque ficou com medo, mas pedia a ele insistentemente para ir ao banheiro, e quando conseguiu, após dizer que estava passando mal, se trancou e começou a pedir socorro.

 

Negando o crime, Irajá se manifestou definindo o episódio como “maldoso e traiçoeiro”. Ele afirmou ainda ter confiança nas filmagens, na Polícia e na Justiça para provar sua “total e plena inocência”.

 

O caso é investigado pela polícia, que explicou, no boletim, que existem câmeras no hall de entrada do flat e nos elevadores para a análise do relato.

 

Confira a nota do senador Irajá Silvestre na íntegra:

 

Nota à imprensa - Senador Irajá

 

Foi com surpresa, decepção, tristeza e indignação que tomei conhecimento do episódio infame, maldoso e traiçoeiro envolvendo a minha vida e minha dignidade.

 

Eu sempre pautei minha vida profissional, pública e pessoal pela ética, respeito e retidão, sendo inimaginável ser acusado de algo dessa natureza.

 

O fato é que, como principal interessado na revelação ampla e total de toda essa farsa, solicitei que meu advogado, Daniel Bialski, reforçasse às autoridades responsáveis pela investigação do caso que requisitassem a realização de exame de corpo delito na acusadora para comprovar a verdade.

 

Ressalto que compareci espontaneamente à delegacia responsável pela apuração dos fatos e pedi para ser submetido, voluntariamente, a exame de corpo de delito e toxicológico, tudo para desmistificar o quanto aleivosamente alegado.

 

As filmagens, demais provas e testemunhas hão de repor a verdade no seu devido lugar e vir a declarar minha total e plena inocência.

 

Confio na polícia e na Justiça e sei que ficará provado que jamais houve nada que possa tangenciar qualquer comportamento inapropriado de minha parte.

 

Lamento muito ter sido envolvido nesse enredo calunioso e difamatório que busca manchar o meu nome em função da visibilidade momentânea da função que ocupo.

 

Reitero que aguardarei a conclusão das investigações antes de fazer qualquer nova manifestação. Não pretendo ser atirado para essa arena sórdida. A verdade aparecerá e eu a aguardarei com serenidade.

 

Declaro e reitero que não cometi ilícito algum e estou à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários.