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Kátia rechaça acusação de Araújo sobre 5G da China e diz que tuíte falta com verdade

Ministro insinuou que Kátia atuou em favor dos interesses da China com relação ao 5G. Senadora diz que é uma violência resumir três horas de um encontro institucional a um tuíte que falta com verdade
- Atualizada em
Descrição: Senadora Kátia Abreu (PP-TO) Moreira Mariz/Agência Senado

Em nota enviada à imprensa, a senadora Kátia Abreu (PP-TO) respondeu neste domingo, 28, a publicação feita pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, em que insinua que a parlamentar atuou em favor de interesses da China, em relação ao 5G.

 

Kátia Abreu argumenta que é uma violência resumir três horas de um encontro institucional a um tuíte “que falta com a verdade. Em um encontro institucional, todo o conteúdo é público”. 

 

Na publicação feita em seu perfil do Twitter, Ernesto diz: “Em 4/3 recebi a Senadora Kátia Abreu para almoçar no MRE. Conversa cortês. Pouco ou nada falou de vacinas. No final, à mesa, disse: Ministro, se o senhor fizer um gesto em relação ao 5G, será o rei do Senado. Não fiz gesto algum”. 

 

Ernesto Araújo ainda disse que: "Desconsiderei a sugestão inclusive porque o tema 5G depende do Ministério das Comunicações e do próprio Presidente da República, a quem compete a decisão última na matéria".

 

Em sua resposta, a senadora afirma que o Brasil não pode mais continuar tendo, perante o mundo, a face de um marginal. “Alguém que insiste em viver à margem da boa diplomacia, à margem da verdade dos fatos, à margem do equilíbrio e à margem do respeito às instituições. Alguém que agride gratuitamente e desnecessariamente a Comissão de Relações Exteriores e o Senado Federal”, declara. 

 

Kátia Abreu ressalta que defendeu que os certames licitatórios não podem comportar vetos ou restrições políticas. “Onde está em jogo a competitividade de nossa economia, como no caso do leilão do 5G, devem prevalecer os critérios de preço e qualidade, conforme artigo “O Céu é o Limite” que divulguei na Folha de S.Paulo (21/03/21)”, complementa. 

 

A parlamentar lembra que ainda alertou sobre os prejuízos que um veto à China na questão 5G poderia dar às exportações, especialmente do Agro, que de acordo com Kátia Abreu, vem salvando o país há décadas. 

 

A senadora encerrou sua resposta dizendo que “se um Chanceler age dessa forma marginal com a presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado da República de seu próprio país, com explícita compulsão belicosa, isso prova definitivamente que ele está à margem de qualquer possibilidade de liderar a diplomacia brasileira”, finalizou Kátia, dizendo também que “temos de livrar a diplomacia do Brasil de seu desvio marginal”. 

 

Confira aqui a nota na íntegra: 

 

NOTA À IMPRENSA 

 

O Brasil não pode mais continuar tendo, perante o mundo, a face de um marginal. Alguém que insiste em viver à margem da boa diplomacia, à margem da verdade dos fatos, à margem do equilíbrio e à margem do respeito às instituições. Alguém que agride gratuitamente e desnecessariamente a Comissão de Relações Exteriores e o Senado Federal. 

 

É uma violência resumir três horas de um encontro institucional a um tuíte que falta com a verdade. Em um encontro institucional, todo o conteúdo é público. 

 

Defendi que os certames licitatórios não podem comportar vetos ou restrições políticas. Onde está em jogo a competitividade de nossa economia, como no caso do leilão do 5G, devem prevalecer os critérios de preço e qualidade, conforme artigo “O Céu é o Limite” que divulguei na Folha de S.Paulo (21/03/21).

 

Ainda alertei esse senhor dos prejuízos que um veto à China na questão 5G poderia dar às nossas exportações, especialmente do Agro, que vem salvando o país há décadas. Defendi também que a questão do desmatamento na Amazônia deve ser profundamente explicada ao mundo no contexto da negociação para evitar mais danos comerciais ao Brasil. 

 

Se um Chanceler age dessa forma marginal com a presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado da República de seu próprio país, com explícita compulsão belicosa, isso prova definitivamente que ele está à margem de qualquer possibilidade de liderar a diplomacia brasileira. 


Temos de livrar a diplomacia do Brasil de seu desvio marginal.

 

Brasília, 28 de março de 2021
Kátia Abreu (PP-TO), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado da República.