Palmas, Tocantins -

Política


Bancada tocantinense
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Parlamentares aguardam posicionamento do TCU sobre cancelamento do leilão da BR-153

A senadora Kátia Abreu informou que caso o TCU indique que o Tocantins foi prejudicado no leilão, um processo de Tomadas de Contas Especial pode ocorrer
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T1 Notícias

Em nova coletiva nesta terça-feira, 27, com a senadora Kátia Abreu (Progressistas), a bancada federal no Congresso compartilhou as últimas informações no que se refere ao leilão da duplicação da BR-153. Na oportunidade, a senadora também comentou sobre a CPI da Covid-19 e da campanha brasileira na vacinação contra a doença.

 

Sobre a duplicação, conforme Kátia, os parlamentares aguardam para este final de tarde um posicionamento do Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo. A bancada protocolou no órgão um pedido de cancelamento da licitação até que o Ministério da Infraestrutura faça as adequações pedidas pelos deputados e senadores.

 

“Eles já sinalizaram ao ministro [da infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas] de que estava havendo sim um equívoco no planejamento do edital”, afirmou Kátia.

 

Ainda de acordo com a senadora, a bancada chegou a ser procurada pela pasta da Infraestrutura após a mesma protocolar no TCU o requerimento. Caso o órgão de fiscalização indique que o Tocantins foi prejudicado no leilão, um processo de Tomadas de Contas Especial pode ocorrer. 

 

"Protocolamos dois pedidos para corrigir uma grave injustiça como o nosso Estado. A BR-153 não é importante somente para nós, mas também para os Estados vizinhos (por conta do MATOPIBA)”, ressaltou Kátia. 

 

Como explicou a senadora e também o deputado Tiago Dimas, líder da bancada, a maior insatisfação do grupo é a falta de investimentos no lado tocantinense entre o 6º e o 19º da concessão pública nas obras de duplicação da Belém-Brasília, entre o Tocantins e o Goiás. 

 

A bancada pede pelo menos algo em torno de R$ 338 milhões investidos entre o 6º e 10º ano de concessão. Goiás neste período receberá R$ 818 milhões em investimentos. O estado vizinho vai receber a maioria das obras e terá o trecho de 445 quilômetros duplicados já nos primeiros 20 anos de concessão. Já no Tocantins, a duplicação de 179 quilômetros só teriam início após duas décadas.

 

 

Outros assuntos

 

Questionada na coletiva, Kátia também comentou sobre a CPI da Covid-19, que hoje se encontra tramitando no Senado Federal. Ela enfatizou que é a favor do ato, mas que o foco deveria ser outro, por isso ainda não assinou o processo que investigará o Governo Federal e repasses para estados e municípios.

 

A senadora afirmou que o enfoque deveria estar voltado, neste momento, para a vacinação em massa e para a cura da Covid-19. A respeito da vacinação, ela acredita que a lentidão no país ocorre por falta de diplomacia do Governo Federal que, em várias oportunidades, não se alinhou com parceiros como os EUA, Europa, a OMS ( Organização Mundial de Saúde) e, principalmente, a China. Este último país chegou a receber comentários acusatórios sobre a pandemia do Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Henrique.  A maior produtora no momento de insumos para a produção em grande escala das doses de vacina. “O Brasil não comprou na hora certa, depois não entrou no consórcio da vacina. Erramos na compra e no tempo. Quando começou a comprar, em janeiro, explodiu a segunda onda e países ricos compraram tudo”, ressaltou.