Ronaldo Dimas diz estranhar operação da PF e afirma que nunca sofreu condenação

Ex-prefeito e pré-candidato a governador se manifestou sobre a operação que apura possíveis ilegalidades em contratos de transporte escolar entre 2013 e 2018

“Todas as vezes que a prefeitura de Araguaína foi questionada, nós respondemos de forma diligente, transparente e com respeito às pessoas. Desde o primeiro dia da minha gestão”, com esta declaração, o ex-prefeito de Araguaína e pré-candidato a governador, Ronaldo Dimas, se manifestou sobre a Operação Catilinárias, deflagrada pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria Geral da União nesta quinta-feira, 19 de maio.

Ronaldo Dimas disse estranhar a operação, pois na decisão que ordenou busca e apreensão no seu escritório não está descrita nenhuma conduta irregular por parte dele, mas cita supostas irregularidades praticadas por alguns servidores da Secretaria da Educação. Ronaldo declarou à Polícia Federal que as secretarias tinham total autonomia administrativa e financeira na sua gestão.

A investigação apura ilegalidades em contratos de transporte escolar entre 2013 e 2018 em vários municípios do Estado, entre eles Araguaína. Dimas lembrou que tem 30 anos de vida pública, sendo prefeito de Araguaína duas vezes, secretário estadual, presidente da Federação das Indústrias do Tocantins (Fieto), deputado federal e nunca teve qualquer condenação.

“Estranheza maior é ver fatos antigos, sendo requentados, pois já havia acontecido a operação no passado e não havia nada contra a minha pessoa. Depois de tanto tempo, eles voltam”, frisou Dimas.

Para ele, é possível que forças políticas acostumadas a trocar governo via tapetão sejam capazes de qualquer coisa para se manter no poder, inclusive se valendo de falsas denúncias. “Não vão levar. O enfrentamento será nas urnas. Levaremos os melhores projetos que o Estado precisamos para o futuro. O que menos eles querem é ter uma pessoa com o meu perfil no comando do Palácio Araguaia”, destacou Dimas.

Dimas informou que seus advogados estão acessando os autos para compreender melhor quais acusações pesam contra ele. Após esta etapa, pretende ir à Brasília conversar com o ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Wagner de Campos Rosário, para ter mais detalhes sobre a operação.

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